sábado, 25 de março de 2017

Record, SBT e RedeTV! não entram em acordo e anunciam saída da TV paga



Três das cinco maiores emissoras de TV do país, Record, SBT e RedeTV! anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão sair da TV paga na próxima semana porque não entraram num acordo.
Em mensagem que começou a ser veiculada nesta tarde, Record, SBT e RedeTV! informaram que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico será desligado na Grande São Paulo, as três emissoras sairão do ar nas operadoras de TV paga NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky.
As redes afirmam que “estas empresas se recusam a negociar os direitos de transmissão, ao contrário do que já fazem com grupos estrangeiros e até com outras emissoras nacionais”, como é o caso da Globo, que já recebe por seu sinal digital.
Na mensagem, as três emissoras ainda dizem que “lamentam a falta de diálogo das operadoras, o que impediu um acordo que respeitasse o desejo do público brasileiro”.
Em 2016, Record, SBT e RedeTV! criaram juntas a Simba, empresa responsável por negociar seus sinais com as operadoras de TV paga. A três redes se uniram após avaliarem que teriam maior poder de barganha se negociassem juntas. As emissoras estimam que o valor de seus sinais valem R$ 15,00 por assinante, o que daria cerca de R$ 3,5 bilhões brutos por ano.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Não é só com carne: leite com ureia e óleo em vez de azeite estão entre fraudes de alimentos no Brasil



Adulterar um produto para obter ganhos comerciais não é particularidade da indústria da carne no Brasil, como foi exposto pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Estudos e ações pontuais mostram que o crime é praticado para maquiar outros alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
Quase ao mesmo tempo em que policiais federais levavam mais de 30 pessoas à prisão por receber propinas ou adicionar substâncias maléficas à carne, uma ação no Rio Grande do Sul que não teve a mesma repercussão tratava de um caso semelhante. Conheça esse e outros problemas com produtos básicos do dia a dia.

Laticínios vencidos

Na última semana, uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) com outras entidades cumpriu cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra produtores de laticínios que adulteravam lotes já impróprios para o consumo. 
Segundo as investigações, empresas locais vinham adicionando substâncias para diminuir a acidez e eliminar micro-organismos de laticínios vencidos. E, no creme de leite, acrescentavam água para amolecer o produto envelhecido e ressecado.
Foi a 12ª fase das operações "Leite Compen$ado", que começaram em 2013. E hoje a operação integra um programa maior de segurança alimentar criado pela Promotoria gaúcha, tamanho era o número de denúncias e processos judiciais de irregularidades com alimentos.

Ao todo, 167 pessoas - na maioria produtores e distribuidores do Rio Grande do Sul - foram denunciadas e respondem a processos criminais em razão das ações do Ministério Público. Dessas, 16 foram condenadas por adulteração do leite e organização criminosa.
Indústrias e transportadoras já assinaram nove Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, que, além de compromissos firmados, abrangem indenizações que somam mais de R$ 10 milhões.
Desde então, diferentes substâncias já foram encontradas nos laticínios; entre elas, ureia e formol. Um comunicado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgado durante operações passadas alertou sobre o potencial cancerígeno do formol; já a ureia, em doses razoáveis, tem baixa toxicidade. 
"A maioria das adulterações ocorre para aumentar a longevidade dos produtos", explica Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor do MP-RS.
Mesmo após cinco anos de operações, Vaz diz que as denúncias continuam: "Quando descobrimos e coibimos um novo golpe, os grupos inventam uma nova técnica para adulterar os produtos".
Ela alerta para os problemas de fiscalização: há situações criminosas - como a revelada na operação da PF -, mas também defasagem por falta de fiscais.

Azeite que é óleo

Azeites que não são extravirgem ou que nem sequer podem ser classificados como azeite (e, sim, óleo), já foram denunciados pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), que testa produtos desde 2002.
Resultados recém-divulgados mostram que de 24 marcas testadas, sete ditas extravirgem na verdade são misturas de óleos refinados, segundo a pesquisa. São elas: Tradição, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa, Lisboa, além de duas que conseguiram na Justiça não ter seus nomes divulgados. Já outra marca (Beirão) não continha azeite extravirgem, como descrito na embalagem.
"Consumidores estão pagando mais por um produto que não tem a qualidade que se anuncia", critica Sonia Amaro, advogada e representante da Proteste.
Enquanto o azeite extravirgem é benéfico para a saúde, aumentando o colesterol bom (HDL), o óleo é prejudicial, pois eleva, por exemplo, o mau colesterol (LDL).
Até o momento, a Natural Alimentos, responsável pela importação e envasamento da marca Lisboa, afirmou que não foi notificada pela Proteste e que a partir desse ano apenas comercializará azeites extravirgem importados aprovados por órgãos controladores nos países de origem.
Já a empresa Olivenza, da marca Torre de Quintela, disse que desconsidera a análise da Proteste, pois fez testes próprios da qualidade do produto. Os documentos foram encaminhados à reportagem e serão repassados à Proteste.
As demais marcas não tinham respondido à reportagem até a publicação deste texto.

Produtos adulterados

A organização científica independente US Pharmacopeia monitora um banco de dados sobre fraudes de alimentos, que serve para mostrar tendências de adulteração em vários países. A pedido da BBC Brasil, a entidade fez um breve levantamento sobre o Brasil. 
Registros de adulteração da carne começaram em 2015, segundo a organização. E o caso do leite tem sido um problema persistente. Além de ureia e formol, há ainda adição de água oxigenada.
A Anvisa diz que pequenas quantidades de água oxigenada no leite não trazem riscos à saúde. Mas não há evidências sobre consumo em altas doses da substância.
Numa análise com leite de cabra na Paraíba, 40% das 160 amostras continham leite de vaca. Os resultados de 2012 foram publicados na revista American Dairy Science Association.
Um estudo publicado no periódico Food Chemistry revelou que 13% das amostras de mel no Brasil eram acrescidas de xarope de açúcar. 
Outra pesquisa publicada no Journal of Heredity identificou fraude na substituição de espécies de peixes em Manaus.
E há ainda relatórios sobre a adulteração do café com casca da própria planta, além de soja e milho, que são mais baratos.
Em setembro do ano passado, uma ação pontual do Procon-MG indicou que 30,7% de 241 marcas de café analisadas continham impurezas acima do limite. 

Controle do café

Segundo o engenheiro agrícola José Braz Matiello, pesquisador da Fundação Procafé, as adulterações do café afetam o gosto da bebida, mas não causam males à saúde.
"O café é torrado a temperaturas próximas a 260 graus, eliminando quaisquer organismos eventualmente maléficos, diferentemente do que pode ocorrer com outros alimentos ou bebidas consumidos in natura e sem tratamento térmico", explicou por e-mail.
Desde 1989, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) faz análises anuais com 3 mil amostras do mercado. O diretor-executivo Nathan Herszkowicz explica que o programa começou em decorrência do alto índice de fraudes verificado à época.
A Abic então criou o Selo de Pureza e definiu que o limite tolerado de impurezas é de 1% da amostra total, com penalidades que vão de advertência a denúncia ao Ministério Público.
Nos testes iniciais, resíduos eram encontrados em até 25% das amostras de café. Atualmente, Herszkowicz afirma que o índice não chega a 1%.
"A adulteração mais comum continua a ser a adição da casca do café, que é um resíduo usado para reduzir o custo do produto", explica.

Pressões na legislação

Normas de vigilância definem regras e punições sobre fraudes em produtos. Mas pelo menos dois projetos de lei querem tornar crime hediondo a adulteração de alimentos.
O projeto de lei do Senado 228, de 2013, está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania desde setembro do ano passado. Já o PL 6248/2013 não tem movimentação desde 2015.
Enquanto isto, organizações como a Proteste pressionam por mudanças na lei visando a proibir determinados aditivos em alimentos. Esse é o caso do amarelo tartrazina, um corante que provoca reações alérgicas.
Ele é encontrado em produtos consumidos por crianças, como biscoitos salgados e doces, além de refrigerantes e sucos.
"Há anos pressionamos pelo banimento desse corante, mas ainda seguimos brigando por isso", contou Sonia Amaro.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor lembrou que as normas brasileiras sobre corantes são mais permissivas do que as de outros países, como os Estados Unidos.
Esse é o caso de corantes chamados amarelo crepúsculo, banido na Finlândia e Noruega; azul brilhante, proibido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça; vermelho 40, não permitido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça; entre outros.
O mesmo acontece para determinados agrotóxicos aplicados em vegetais e frutas que chegam aos consumidores brasileiros. Há anos, uma lista de pesticidas banidos em alguns países é comercializada no Brasil.
Exemplos são do acefato, um dos mais vendidos no país e que pode ter efeitos no sistema endócrino, e o herbicida paraquat, que foi proibido até na China, que costuma ser permissivo com leis ambientais.
Mas o problema dos agrotóxicos, na verdade, é maior. A Proteste testou ano passado 30 amostras de supermercados e feiras do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 14%, os níveis de pesticidas estavam acima dos recomendados pela Anvisa. Em 37%, havia substâncias nem sequer autorizadas.
 





terça-feira, 14 de março de 2017

Brasil é quarto país no ranking global de casamento infantil



Levantamento recente do Banco Mundial revela que o Brasil tem o maior número de casos de casamento infantil da América Latina e o quarto no mundo. No país, 36% da população feminina se casa antes dos 18 anos. As informações são da ONU News.
O estudo "Fechando a Brecha: Melhorando as Leis de Proteção à Mulher contra a Violência" lembra que a lei do Brasil estipula 18 anos como a idade legal para a união matrimonial e permite a anulação do casamento infantil. O problema é que há muitas brechas na legislação.
Se houver consentimento dos pais, por exemplo, as meninas podem se casar a partir dos 16 anos. A autora do estudo, Paula Tavares, fala sobre outras brechas na lei. “Um dispositivo ainda comum em todo o mundo é a permissão do casamento infantil – e em geral sem limite de idade – se a menina estiver grávida. Esse é o caso do Brasil”.
Segundo ela, o país também não prevê punição para quem permite que uma menina se case fora dos casos previstos em lei, nem para os maridos nesses casos. “Na América Latina, 24 países preveem pena a quem autorize o casamento precoce, mas o Brasil não está entre eles,” observou.
Segundo o documento do Banco Mundial, a cada ano, 15 milhões de meninas em todo o mundo se casam antes dos 18 anos. Em muitas culturas, o casamento precoce muitas vezes é visto como uma solução para a pobreza, por famílias que acreditam que assim terão uma boca a menos para alimentar. No Brasil, os principais motivos incluem gravidez na adolescência e desejo de segurança financeira.
Evasão escolar e renda menor
No entanto, o estudo destaca que o casamento infantil responde por 30% da evasão escolar feminina no ensino secundário a nível mundial e faz com que as meninas estejam sujeitas a ter menor renda quando adultas. Também as coloca em maior risco de sofrer violência doméstica, estupro marital e mortalidade materna e infantil.
Por outro lado, o documento ressalta que eliminar o matrimônio infantil traz ganhos econômicos. Por isso, as recomendações para o Brasil e a América Latina são eliminar as brechas na legislação e adotar punições para a união não prevista em lei.
EBC Agência Brasil

segunda-feira, 6 de março de 2017

Jovem tem 60% do corpo queimado por namorada

Rio - O jovem que teve 60% do corpo queimado após a namorada atear fogo nele segue internado e seu estado de saúde é estável. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Elcid Oliveira, conhecido como Cidinho, foi socorrido no último sábado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. Ele teve queimaduras no tórax e no abdômen.
A vítima está consciente e respirando normalmente, sem necessidade de aparelhos. Ainda não há previsão de alta. 
Segundo o jovem, ele e a namorada teriam brigado por ciúmes por parte dela. Cidinho contou que tudo aconteceu de forma inesperada. Eles estavam na casa da mãe da jovem e a vítima havia pedido um copo de água quando ela lhe surpreendeu e lhe jogou álcool , e em seguida, ateou fogo nele.
O casal havia reatado há cerca de dois meses depois de um ano separados. Segundo informações, a namorada de Cidinho, que é menor de idade, não foi mais vista em Vila Aliança, região onde mora.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Família inteira foi executada a tiros dentro de casa em São Gonçalo

Família inteira foi executada a tiros dentro de casa em São Gonçalo Reprodução Facebook

Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) prenderam um suspeito de comandar a execução de uma família, em São Gonçalo. Lucas Resende Matheus, de 23 anos, foi encontrado em casa, na manhã desta quinta-feira, em Saquarema. Ele é sobrinho de Soraya Gonçalves Resende, uma das vítimas assassinadas no último dia 17. Na ocasião, o marido, Wagner Salgado, e a filha de 9 anos, Geovanna Resende, também foram mortos.
Já seu irmão gêmeo, Matheus Resende Khalil, também foi detido e levado para a delegacia junto com seu pai nesta manhã. Em depoimento, ele confessou o crime e contou que sua mãe, Simone Gonçalves de Resende, está envolvida no caso. O rapaz disse também que um menor de idade, de 15 anos, também participou do assassinato. Até o momento, a polícia ainda não havia expedido o mandado de prisão de Matheus.
De acordo com a DHNSG, os jovens não têm passagens pela polícia, mas Simone já foi detida por ameaça e constrangimento ilegal. O mandado de prisão da suspeita também deve ser emitido nesta quinta-feira. Durante a perícia, os agentes encontraram dentes no apartamento onde aconteceu o crime. Segundo a polícia, os dentes foram deixados como um ritual de magia. As investigações apontam que Simone era praticante dessa modalidade e os dentes significam posse.
A polícia investiga se a morte tem ligação com uma briga judicial envolvendo o inventário do pai de Soraya e de Simone. A herança seria no valor de R$ 7 milhões. O processo, que tramita na 6ª Vara Cível de São Gonçalo, se arrasta há 20 anos.
Segundo a polícia, Lucas tentou se desfazer da arma do crime. A Justiça já concedeu mandado de busca e apreensão em quatro endereços. Em um deles, em Rio das Ostras, foi encontrado um revólver calibre 38.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ONU celebra Dia Mundial do Rádio com tema: "o rádio é você"



A data tem o objetivo de conscientizar os grandes grupos radiofônicos e as rádios comunitárias da importância do acesso à informação, da liberdade de gênero e expressão dentro deste setor da comunicação.
Entre os meios de comunicação tecnológicos que existem na atualidade, o rádio continua a ser o que atinge as maiores audiências, continuando a adaptar-se às novas tecnologias e aos novos equipamentos. O rádio funciona seja como uma ferramenta de apoio ao debate e comunicação, na promoção cultural ou em casos de emergência social.
A rádio esteve presente acompanhando os principais acontecimentos históricos mundiais e hoje continua a ser um meio de comunicação fundamental.
O tema para o Dia Mundial da Rádio 2017 é "A rádio é você", enaltecendo a participação pública na rádio.


A Unesco convida todas as estações de rádio a participarem das iniciativas do Dia Mundial do Rádio 2017 e diz que esse meio de comunicação tem a condição de unir comunidades e fomentar um diálogo positivo para uma mudança.
Ao "escutar seus ouvintes e responder às suas necessidades" o rádio fornece uma variedade de visões e vozes necessárias para lidar os desafios que todas as pessoas enfrentam.
Segundo a agência da ONU, o rádio informa e transforma os ouvintes através do entretenimento, da informação e da participação do público. Para a Unesco, "ter um rádio significa nunca estar sozinho, você tem sempre um amigo".

Origem do Dia Mundial do Rádio

O Dia Mundial do Rádio é comemorado em 13 de Fevereiro em homenagem a primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A transmissão do programa simultânea para um grupo de seis países.
A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Globo é duramente criticada por “minimizar” onda de violência no Espírito Santo



A Globo está sendo duramente criticada por telespectadores nas redes sociais, por “minimizar” o caos enfrentado por cidades do Espírito Santo após greve de policiais iniciada no último sábado (04). Segundo internautas, a emissora tem dado pouco espaço tanto na TV aberta, quanto em seu canal de notícias na TV paga, a GloboNews.
Pela manhã, das 1h07 de duração do “Bom Dia Brasil”, a Globo dedicou pouco mais de três minutos para falar sobre a onda de violência no ES, que ganharam repercussão internacional. Enquanto isso, falou sobre brasileiros na Copa do Mundo de Gastronomia, em Lyon, na França, por quase cinco minutos. À tarde, mostrou a situação de caos nas cidades capixabas por quase cinco minutos no “Jornal Hoje”. 
Além disso, programas de variedades matinais, como o “Encontro”, que costuma falar e debater sobre assuntos de grande repercussão, não tocaram no assunto.
Já a GloboNews, se dedicou a falar mais sobre assuntos internacionais, como os 65 anos de trono da Rainha da Inglaterra e o Super Bowl, debatidos no “Estúdio i”, além de assuntos relacionados ao presidente dos EUA, Donald Trump, em seus telejornais.

se em Nova York estivesse acontecendo o mesmo q em ES a Globo News entrava ao vivo com uns 20 repórteres lá

Coisas relevantes acontecendo no ES e a GloboNews fica falando de... Trump.
Eu tô simplesmente chocada em como essa PORCARIA DA REDE GLOBO tá abafando tudo que está acontecendo no ES!

tá faltando assunto, @GloboNews? tão comentando sobre uma fala machista do donald trump enqnto o ES está entregue à violência

Alguém cronometrou o tempo da reportagem sobre o caos de ES que acabou de passar na @GloboNews? Notícia mais rápida do mundo!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Maconha pode aliviar vício em heroína, aponta estudo



Estados Unidos - Os canabinoides, substância presentes na maconha, se usados de modo medicinal poderiam reduzir a fissura e aliviar os sintomas de abstinência em usuários de heroína. É a sugestão que a neurocientista Yasmin Hurd, da Escola de Medicina de Mount Sinai, de Nova York, faz em artigo publicado nesta quinta-feira, na revista Trends Neuroscience.
Especialista no modo de ação de canabinoides e opioides (substância da heroína) no cérebro, ela propõe a abordagem com base em resultados de um estudo piloto feito com seres humanos e alguns feitos com animais. O trabalho foi motivado pela recente epidemia de vício na substância que foi constatada nos Estados Unidos.
A pesquisadora cita dados das autoridades de saúde americanas, que apontam que cerca de 2,5 milhões de pessoas no país foram diagnosticadas com a chamada desordem por uso de opioide (OUD, na sigla em inglês) e que 80 morrem por dia por overdose da droga.
Tanto os canabinoides quanto os opiodes regulam a percepção de dor das pessoas, mas atuam sobre receptores diferentes do cérebro.
Enquanto os primeiros têm ação mais comprovada sobre dores crônicas, os segundos aliviam dores mais agudas, por isso são usados em cirurgias no formato de morfina. Estes, porém, são mais perigosos, pelo potencial de causar overdose.
Seus receptores, explica Yasmin, são mais abundantes em uma área que regula a respiração, podendo paralisá-la se a dose for alta. "Já os canabinoides não fazem isso. Eles têm uma margem maior de benefícios terapêuticos sem causar uma overdose", explica em comunicado à imprensa.
Em estudos em animais, aponta a pesquisadora, um canabinoide específico, o canabidiol, reduziu a fissura por mais de uma semana de abstinência e pareceu ser capaz de restaurar alguns danos neurobiológicos causados pelos opioides.
"A vantagem da maconha não é tanto porque elimina a dor dos sentidos, mas porque 'desacopla' a sensação do sofrimento, provavelmente por induzir uma 'descorrelação' de disparos neuronais", disse o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro, coordenador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e defensor do uso medicinal da maconha no Brasil, que comentou o artigo a pedido da reportagem.
Questionado se isso poderia ter efeito também para usuários de crack, como vem defendendo a secretária de Desenvolvimento Social de São Paulo, Soninha Francine, para os usuários da capital, Ribeiro opinou que sim. "Quando a pessoa está na nóia da pedra, é a maconha que segura a onda, e pode permitir uma substituição total da droga", disse.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

IMPERATRIZ: DUPLA QUE VINHA DE GOIÂNIA COM DESTINO A SÃO LUÍS É PRESA COM ARMAS E DROGAS


Dois rapazes que vinham de Goiânia foram presos na rodoviária de Imperatriz transportando drogas para São Luis. 
Silvério Ramos da Silva, 23 anos, e Gabriel Moraes Campos, 19 anos, além das drogas também portavam duas armas de fogo, um revolver calibre 38 e um 32 ambos municiados.
A prisão da dupla foi feita pela ROTAM, com apoio do Serviço de Inteligência do 14° Batalhão da Policia Militar, os dois rapazes estavam indo com destino a São Luis, para não deixar suspeita eles transportavam a droga em uma sacola de bebê.
A droga apreendida foram 3 kg de maconha prensada, divididas em quatro barras, além de quatrocentas gramas de crack, os dois rapazes foram apresentados no Plantão Central da Delegacia Regional de Segurança. Em outra revista foram encontrados outra pedra de crack dentro da cueca, e a quantia de r$ 1.000,00 escondida na gola da camisa  de Silvério.
Os dois presos foram autuados em flagrante pelo Delegado Jackson pelos crimes de trafico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Casa para acolher LGBTs discriminados pela família é inaugurada em SP

 

Instituição foi criada a partir de financiamento coletivo e será mantida por voluntários.

A Casa 1 foi inaugurada na Bela Vista, centro de São Paulo, graças a iniciativa do jornalista e militante LGBT Iran Giusti, de 27 anos.
Ele teve a ideia de criar o espaço depois que conheceu Otávio Salles, de 23 anos, em Belo Horizonte (MG). Otávio teve todas as roupas cortadas pelo irmão e levou um soco do tio. “Ele disse: Boiola merece morrer. Falou que se me pegasse iria me matar de porrada. Esconderam os meus documentos para evitar que eu fosse até a delegacia, mas consegui achar a minha certidão de nascimento e fui denunciar. Tive que ensinar para o policial como se escrevia homofobia. Ele não sabia como se escrevia a palavra”, contou.

Foi quando conheceu Iran, que o chamou para morar no apartamento dele, na capital paulista. Ao ouvir o relato de Otávio, Iran resolveu abrir as portas da propria casa. “Fiz um post no Facebook que foi compartilhado por duas mil pessoas. Recebi em poucos dias quase 50 solicitações de abrigo. Mas a minha casa era um quarto e uma sala. Pensei que precisava fazer algo maior”, afirma Iran.


Assim nasceu a Casa 1, república de acolhimento e centro cultural. O nome, segundo Iran, é para dar ideia de começo. Já a reforma do sobrado foi possível graças a um financiamento coletivo, em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil, oferecendo aos 1.048 colaboradores recompensas como a inscrição do nome dos participantes na parede externa da Casa e 32 opções de palestras, workshops e cursos.
Quase toda a mobília e eletrodomésticos foram doados por voluntários. Já o café da manhã, almoço e o jantar, além das contas, não estavam inclusos no projeto de financiamento e são pagos do próprio bolso de Giusti. O próximo passo é conseguir patrocínios para bancar os gastos.


Para ser morador da Casa 1, é preciso ter mais de 18 anos e ter sido expulso de casa por ser LGBT, ou estar em situações extremas de violência psicológica. Não há custo ou diária. Com 32 voluntários e uma fila de 400 pessoas interessadas em contribuir, o espaço oferece apoio psicológico e médico.
Segundo Iran, o lugar será mantido por atividades culturais que serão oferecidas no salão da Casa.