domingo, 29 de março de 2020

Ansiedade e Depressão: Consumo frequente de bebidas alcoólicas durante isolamento pode piorar sintomas


O consumo de bebidas alcoólicas, apesar de trazer um efeito imediato de relaxamento, pode causar um agravamento nos quadros de depressão e ansiedade e, ainda, no isolamento atual devido ao coronavírus Sars-CoV-2, exigir uma disciplina maior para manter a saúde mental em dia.
"O álcool tem esta duplicidade, um efeito agudo rápido que deixa a pessoa mais animada, um efeito poderoso imediato e prazeroso. Mas, infelizmente, o uso regular vai piorar os sintomas de ansiedade e depressão, além de um efeito indesejado com o aumento de doenças gástricas e o risco de uma série de doenças, como o câncer de mama", disse o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor titular da Escola Paulista de Medicina.
De acordo com o médico, não há um consenso científico sobre qual é a quantidade segura de consumo diário de álcool. A maioria das pesquisas recomendam até uma dose para as mulheres - 1 copo de cerveja, 1 taça de vinho, 1 dose de destilado - e até duas para os homens. Mesmo assim, não há como garantir nenhum efeito colateral no corpo. 
Laranjeira disse que um dos melhores remédios para manter a saúde mental é a interação, o não isolamento, e a manutenção da rotina. Desta forma, a união do fator álcool com uma quarentena forçada pode aumentar os sintomas da depressão e da ansiedade.

"O isolamento social do ponto de vista psiquiátrico é a pior coisa que pode acontecer para todos nós. O que naturalmente os psiquiatras falam é que os deprimidos devem evitar o isolamento. Na atual conjuntura, é impossível. E beber pode só piorar a situação".

No Brasil, o médico avalia que é ainda é cedo para dizer que a quarentena do coronavírus pode aumentar o abuso de álcool na população em geral. Ele explica que mais de 80% dos brasileiros preferem beber fora de casa: "Não é a toa que temos mais de 1 milhão de pontos de venda na rua", disse.

Por isso, o psiquiatra acredita que os jovens devem beber até menos devido ao avanço da pandemia. O cuidado maior deve estar com a faixa etária entre 50 e 60 anos, que também está entre a que mais consome esse tipo de produto.
"52% da população brasileira não bebe, ou seja, a maioria dela não bebe. E 20 a 30% das pessoas que bebem consomem 80% de todo o álcool do Brasil. Chamamos esse grupo de população de risco". 
"Com o isolamento, eu acho que o consumo de jovens, que está mais relacionado à vida social, deve diminuir. O mesmo não deve acontecer com o pessoal mais velho. Acho que isso faz sentido".
A questão mental deverá ser sentida de forma mais rápida, mas há um um aumento de risco global de doenças. Existe uma alta na chance de doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças gastrointestinais, assim como uma mudança no organismo por completo, principalmente no estômago, fígado e cérebro.

"Pelo menos uma coisa boa precisa ficar desse isolamento: vamos melhorar comportamentos higiênicos, lavar mais as mãos", encerra Laranjeira.

Por Carolina Dantas, G1
 

terça-feira, 10 de março de 2020

AOS 75 ANOS, aposentado é o novo calouro da Unesp em Rio Preto

 
Nunca é tarde para estudar, a máxima vale para o aposentado Clóvis Ferreira, de 75 anos, o novo calouro do curso de Letras no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
"Eu me aposentei no ano passado e decidi voltar a morar no interior", conta. "Para manter a mente ocupada, decidi voltar a estudar." Ferreira trabalhou por 55 anos em São Paulo e se aposentou como funcionário da Caixa Econômica Federal.
Trabalho e estudo sempre fizeram parte da rotina do novo calouro. Formado em Administração de Empresas, fez mestrado em contabilidade e curso para atuar na área de tecnologia da informação.
Morando em Mirassol, Ferreira não quis ficar parado em casa. Decidiu voltar a estudar, encarou o vestibular e ingressou no curso de Letras.
A escolha se deu pelo interesse em aprender uma nova língua. "Quero aprender francês e voltar a estudar latim, também gosto muito de ler e preciso manter a mente ocupada."
E está animado. "A expectativa é grande de voltar a uma universidade, de conviver com a moçada, acho que a experiência será muito boa."

 Fonte: R7

sábado, 7 de março de 2020

A LÍNGUA PORTUGUESA NÃO É PARA AMADORES


Português não é para amadores. Veja só:
Um poeta escreveu:
*"Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar". *
Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.
Eu, por exemplo, prefiro a *carne* ao *carnê*.
Assim como, obviamente, prefiro o *coco* ao *cocô*.

No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável...
Pense no *cágado*, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração.

E há outros casos, claro!
Eu não me *medico*, eu vou ao *médico*.
Quem *baba* não é a *babá*.
Você precisa ir à *secretaria* para falar com a *secretária*.
Será que a *romã* é de *Roma*?
Seus *pais* vêm do mesmo *país*?
A diferença na palavra é um *acento*; *assento* não tem *acento*.
*Assento* é embaixo, *acento* é em cima.
*Embaixo* é junto e *em cima* separado.
Seria *maio* o mês mais apropriado para colocar um *maiô*?
Quem sabe mais entre a *sábia* e o *sabiá*?
O que tem a *pele* do *Pelé*?
O que há em comum entre o *camelo* e o *camelô*?
O que será que a *fábrica* *fabrica*?
E tudo que se *musica* vira *música*?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção *”mas”* ou com as *más* pessoas?
Será que tudo que eu *valido* se torna *válido*?
E entre o *amem* e o *amém*, que tal os dois?
Na *sexta* comprei uma *cesta* logo após a *sesta*.
É a primeira *vez* que tu não o *vês*.
Vão *tachar* de ladrão se *taxar* muito alto a *taxa* da *tacha*.
*Asso* um *cervo* na panela de *aço* que será servido pelo *servo*.
Vão *cassar* o direito de *casar* de dois *pais* no meu *país*.
*Por tanto* nevoeiro, *portanto*, a *cerração* impediu a *serração*.
Para começar o *concerto* tiveram que fazer um *conserto*.
Ao *empossar*, permitiu-se à esposa *empoçar* o palanque de lágrimas.
Uma mulher *vivida* é sempre mais *vívida*, *profetiza* a *profetisa*.
*Calça*, você *bota*; *bota*, você *calça*.
*Oxítona* é *proparoxítona*.

Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o *público* entenda aquilo que *publico*.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, *português* não é para amador!

Se você foi capaz de *ENTENDER TUDO*, parabéns!! Seu *português* está muito bom!

(Texto de Carol Pereira)


quarta-feira, 4 de março de 2020

ÁLCOOL: CONSUMO CRESCE ENTRE MULHERES BRASILEIRAS


Não é segredo para ninguém que bebidas alcoólicas fazem mal à saúde. Claro que, em doses moderadas, não há problema em tomar uma taça de vinho ou um copo de cerveja – pelo contrário, estudos indicam que essas bebidas até trazem benefícios quando consumidas na quantidade certa. O risco existe quando um drink inocente vira uma ingestão exagerada de álcool.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) planeja diminuir em 10% o uso nocivo de álcool (quando há consequências sociais ou de saúde tanto a quem bebe quanto a quem está próximo) até 2025. E, nesse ponto, o Brasil não está mal na fita. Segundo a OMS, o país reduziu em 11% o consumo de álcool per capita em seis anos: passou de 8,8 litros em 2010 para 7,8 litros em 2016. Com base em dados do Datasus, o Cisa concluiu que o número de internações por causa de bebidas alcoólicas a cada 100 mil habitantes baixou de 172,9 para 168,2 entre 2010 e 2018. As mortes por álcool também caíram: de 5,8% para 5,4% nesse mesmo período.

Esses e outros dados estão reunidos na edição de 2020 do relatório Álcool e a Saúde dos Brasileiros, publicado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Em evento que aconteceu nesta terça-feira (3) em São Paulo a entidade apresentou dados que animam – mas que também preocupam. Entre eles está o crescimento da ingestão de álcool entre mulheres e jovens.

Apesar de o consumo abusivo de álcool ainda ser mais frequente entre homens, as brasileiras passaram a beber mais nos últimos anos. A pesquisa Vigitel 2018 mostra que, de 2010 a 2018, o índice de mulheres de 18 a 24 anos que bebem além do recomendado cresceu de 14,9% para 18%. Na faixa etária dos 35 aos 44 anos, esse índice passou de 10,9% para 14%.
As internações relacionadas ao consumo exagerado de álcool também chamam atenção: aumentaram 19% entre mulheres de 2010 a 2018, de 85.311 para 101.902. Entre os homens, esse índice teve uma ligeira queda de 1,15%.

A OMS classifica como consumo abusivo – ou beber pesado episódico (BPE) – o consumo de 60 gramas (4 doses) ou mais de álcool puro em ao menos uma ocasião no último mês. A ingestão é considerada moderada entre homens quando ela se limita a quatro doses em um único dia ou 14 doses por semana; entre mulheres, o limite seriam três doses por dia ou sete em uma semana.

O psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente da Cisa, explica que essa diferença se deve ao fato de que o organismo das mulheres é mais vulnerável aos efeitos do álcool. Por ter uma estrutura corporal menor, elas têm uma quantidade menor de água e de enzimas responsáveis por metabolizar a substância. Sendo assim, o álcool tende a ficar mais tempo – e em maior concentração – no corpo delas.

Para além de questões fisiológicas, há outros riscos associados. O relatório da Cisa traz uma pesquisa brasileira publicada em 2019 no Brazilian Journal of Psychiatry segundo a qual quase metade das mulheres que reportaram BPE também relataram ter relações sexuais desprotegidas – e esse hábito aumentou o risco de sexo sem camisinha em 1,5 vezes, de acordo com o estudo. Entre aquelas que tinham filhos ou estavam grávidas e abusavam do álcool, o risco de aborto era duas vezes mais alto.

Chama atenção também o consumo de bebida alcoólica entre mulheres idosas: 11,3% daquelas com idades entre 55 e 65 anos bebem além do recomendado, de acordo com o III Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz. 
Sabe-se que a tolerância do corpo ao álcool diminui na terceira idade e pode trazer consequências como déficit cognitivo, maior risco de sofrer quedas e outras lesões, além de interação com medicamentos. 

Adolescentes
O relatório da Cisa também destaca o consumo de álcool entre jovens no Brasil e no mundo. Um relatório global de 2015 da OPAS aponta que, entre estudantes com idades de 13 a 17 anos, mais de 20% das meninas e 28% dos meninos relataram já ter ficado bêbados ao menos uma vez na vida. No Brasil, a pesquisa PeNSE 2015, do IBGE, indica que por aqui esse índice vale para 26,9% das garotas e 27,5% dos garotos.


Isso é preocupante porque, nessa etapa da vida, o sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento – esse processo só será concluído por volta dos 20 anos. Estudos também apontam que a ingestão de álcool antes dos 15 anos aumenta em quatro vezes o risco de dependência no futuro.

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 3 de março de 2020

OMS alerta que perda de audição pode afetar mais de 900 milhões até 2050


Em todo o mundo, 466 milhões de pessoas sofrem de perda auditiva com marcas de invalidez. Deste total, 34 milhões são crianças.
Mas segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, este quadro pode piorar até 2050, quando mais de 900 milhões de pessoas deverão registrar perda de audição nesse mesmo nível. O alerta foi feito neste 3 de março quando a OMS marca o Dia Mundial da Audição.

Perda Auditiva

A agência destaca dentre os motivos da perda auditiva estão causas genéticas, complicações no nascimento, certas doenças infecciosas, infecções crônicas do ouvido, uso de medicamentos específicos, exposição a ruído excessivo e envelhecimento.
A Organização Mundial da Saúde observa ainda que 60% da perda auditiva infantil ocorre por causas evitáveis. Cerca de 1,1 bilhão de jovens com idades entre 12 e 35 anos correm risco de sofrerem perda de audição devido à exposição a ruídos nos telefones, em ambientes recreativos, em shows etc.

Tema

Este ano, o tema escolhido pela OMS para a data é Audição para a vida - Não deixe que a perda auditiva o limite. A meta é destacar que intervenções oportunas e eficazes podem garantir que as pessoas com perda auditiva possam atingir todo o seu potencial.
A agência enfatiza que para quem enfrenta o problema, intervenções apropriadas e oportunas podem facilitar o acesso à educação, emprego e comunicação. Além disso, a OMS defende que intervenção precoce deve ser disponibilizada através dos sistemas de saúde.

Dados

A perda auditiva incapacitante refere-se à perda auditiva superior a 40 decibéis, dB, no ouvido com a melhor capacidade de audição em adultos e a uma perda auditiva superior a 30 dB no melhor ouvido das crianças. A maioria das pessoas com deficiência auditiva mora em países de baixa e média rendas.
Aproximadamente um terço das pessoas com mais de 65 anos de idade são afetadas pela perda auditiva incapacitante. Dados da OMS indicam que a prevalência do problema nessa faixa etária é maior no sul da Ásia, Ásia-Pacífico e África Subsaariana.

Custos

A agência da ONU estima que a perda auditiva não corrigida representa um custo global anual de US$ 750 bilhões. Isso inclui os custos do setor de saúde, excluindo os gastos com aparelhos auditivos, os custos de suporte educacional, a perda de produtividade e os custos da sociedade.
As estimativas atuais sugerem que existe uma lacuna de 83% na necessidade e uso do aparelho auditivo, ou seja, apenas 17% daqueles que poderiam se beneficiar do uso de um aparelho deste tipo realmente o usam.

Dra. ANA THAMIRES PARTICIPA DE AÇÃO FEDERAL NO BAIXO PARNAÍBA





Durante a manhã dessa segunda-feira (02), a Dra. Ana Thamires participou de mais uma “Ação Federal” evento que acontece em municípios maranhenses organizado pela Fundação Nacional da Saúde, na pessoa da superintendente Maura Jorge e do senador da república, Roberto Rocha.
   
A ação aconteceu no município de Chapadinha, que fica na região do Baixo Parnaíba, e engloba todas as outras cidades do entorno. Durante a solenidade foram abordados assuntos diversificados como a erradicação da pobreza, a troca de pontes de madeiras por ecopontes do programa travessia criado pelo senador Roberto além de muitos outros projetos.


Na cerimônia a Dra. Ana Thamires comprovou o seu ótimo relacionamento com figuras da política regional e nacional, conversou com a superintendente Maura Jorge e o senador Roberto Rocha apresentando as dificuldades que o município de Timbiras vem enfrentando. Na conversa revelou os vários problemas encontrados e apresentou soluções com ajuda da equipe da Funasa e apoio do Senado Federal.

 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA POESIA DE LINDEVANIA MARTINS

Março é um mês marcado por datas especiais. Em 08 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, quando se dá mais visibilidade para temas que são de grande relevância para a nossa sociedade, como é o caso do enfrentamento à violência contra a mulher. 
Os dados estatísticos mostram que continuam alto os índices de feminicídio, apesar das alterações legislativas e da criação de novos serviços que visam conferir mais eficiência e proteção para mulheres em situação de violência. 
Já em 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Poesia, data estipulada pela UNESCO para celebrar a fortalecer a poesia como arte em todo o mundo.
A maranhense Lindevania Martins conhece bem ambos os mundos: o da violência contra a mulher e o da poesia. Ela é defensora pública com atuação no Núcleo de Defesa da Mulher e População LGBT da Defensoria Pública do Estado do Maranhão, bem como é escritora e poeta com quatro livros publicados e vários prêmios no currículo literário. 
No dia 04 de março, às 10h, Lindevania Martins será recebida no evento promovido pela Biblioteca ESCEX do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, no evento “Encontro com a Escritora”, que será mediado por João Carlos Pimentel, onde conversará sobre seu ofício literário. Quanto a sua literatura, Lindevania conta: “Escrever é minha forma de pensar e refletir sobre o mundo. Nos meus poemas e contos, a questão da violência contra a mulher está muito presente, seja porque sou mulher, seja porque trabalho com esse tema e é inevitável que ele não mobilize meus sentimentos e atraia minha atenção de modo especial. A violência contra a mulher é um problema complexo que precisa ser combatida em várias frentes, não apenas no universo jurídico. Através da arte, através da poesia, conseguimos produzir conscientização e mudança cultural”.
No poema “Fora dos Trilhos”, publicado em seu livro mais recente, de mesmo nome, Lindevania Martins escreve contra a violência sofrida pelas mulheres, contra o silenciamento e o feminicídio: “em seu corpo mais nenhum hematoma/nenhuma laceração ou equimose viria à tona/que ele desarmasse suas armadilhas/que recolhesse seus instrumentos de guerrilha/sua rebeldia era caminho sem volta/ela reescreveria o final da história/ele jamais a veria de novo calada ou morta”.
 
Serviço:

O que: Encontro com a Escritora Lindevania Martins

Quando: 04 de março de 2020

Onde: Biblioteca ESCEX/Tribunal de Contas do Estado do Maranhão - Av. Prof. Carlos Cunha, s/n - Calhau, São Luís – MA

Horário: 10h