segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Violência contra homossexuais - Por Dráuzio Varella


A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?

sábado, 28 de agosto de 2010

O LADO NEGRO DE TOURO

O LADO NEGRO DE TOURO


A primeira coisa que me vem a cabeça é o egoísmo.O Touro é muito egoísta. Só consegue ver as coisas sob o seu ponto de vista.
E pronto! Ele está certo,sua opinião tem mais peso. E o pior é que não costumam mudar de ideia.

O bom do touro é que ele sempre tem um ‘dinheirinho’. Sempre. E se ele empresta ou te dá algum, colega, é porque ele gosta muito, mas muito de você.
Porque se tem uma coisa que o touro defende é o seu dinheiro. E quando empresta nunca esquece de cobrar.

Touro ama prazeres:

Sexo,comida e dinheiro.
Um taurino sem sexo, fica amargo.
Um taurino sem dinheiro fica mau humorado.
E um taurino sem janta, quebra a casa toda.

Mas é mais que isto.
Seu dinheiro tem que significar contas pagas, e algum investido. Ele adora ligar nos banklines da vida, para ver o quanto tem, o quanto rendeu,o quanto sobrou. Ama cheirar notas novinhas.
Não confia muito em débitos automáticos.

O sexo do taurino não pode ser qualquer sexo. Não gosta de‘rapidinhas’. Este papo de ‘ali na escada de incêndio ‘ ou ‘vamos ali atrás da moita’ ele não gosta.
Gosta do sexo lento, em uma cama boa, sem demora, e ama sexo oral. E cuidado com o beijo taurino. Apaixona, bein!

E ama comida decente. Não me venha com sanduíches, Big Macs.
Ele quer arroz, carne, feijão, mistura, salada, sobremesa, talher, suco, aperitivo, bebidinha. Não me venha com mixto quente e Tang uva.

O touro também é ciumento demais. E odeia ser ciumento. E sua vontade de não ter ciume é engraçada, porque transparece.
E odeia perder as coisas. O casamento pode estar ruim, ele vai demorar para abandonar, se abandonar. Então, bein, se você for amante dele, sempre será a amante. Mesmo ele te amando mais que a oficial. Mas o legal , é que ele costuma ter a oficial e a esposa. Não galinha por aí.Tem preguiça de caçar.

Se você conhecer um taurino negativo,cuidado.
Ele vai te massacrar. E o pior, nem vai se comover. Lembra-se?
Ele é um egoísta.

Quer feri -lo?
Fique mais rico ou rica que ele.
Viu como é dificil atingi-los?
Ah, grandes gigolôs e cafetinas são de touro.

Ah,taurinos não acreditam muito em signos. São mais ‘´pés no chão’.
E quando se apaixona, coragem!
Te vigia, te perturba, te persegue, te cerca.

Porém:
Não minta para ele, ele descobre!
Não tente engana-lo, porque ele percebe.
Não apronte, porque ele se vinga..

COMO IRRITÁ-LO.....

- Gaste o dinheiro dele, peça para dar uma dentada no seu sanduíche ou na sua maçã, desperdice seu material, não devolva suas coisas.
- Fale com ele bem apressado, pulando direto às conclusões.
- Se estiver na casa de um deles, mude a posição dos objetos quando eles não estiverem olhando.
- Se for possível, quebre estatuetas, bibelôs ou outros objetos de decoração da casa deles e depois pergunte: “Isto não tinha mesmo muita importância, não é?”
- Encharque-se de perfume tipo “penteadeira de viúva” antes de andar de carro com ele.

ATRAÇÃO FATAL: pelos nativos de Escorpião. É coisa de pele, magnética, tão inexplicável quanto incontrolável.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

DICIONÁRIO MASCULINO

DICIONÁRIO MASCULINO


Estou com fome. = Estou com fome.

Estou com sono. = Estou com sono.

Estou cansado. = Estou cansado.

Quer ir ao cinema? = Quero te comer.

Posso te levar para jantar? = Quero te comer.

Posso te ligar? = Quero te comer.

Quer dançar comigo? = Quero te comer.

Bonito vestido! = Belo decote. Quero te comer.

Você parece tensa… Deixe-me fazer uma massagem. = Quero te comer.

Estou chateado. = Não quero conversar sobre isso, mas se você me der, eu melhoro.

Eu te amo! = Quero te comer agora!

Vamos conversar… = Estou querendo mostrar como sou uma pessoa sensível para conseguir te comer.

Quer casar comigo? = Não quero que você dê para mais ninguém.

Gostei mais desse vestido = Tanto faz. Não aguento mais esperar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

coldplay - the scientist

"The Scientist" é o segundo single da banda inglesa de rock alternativo Coldplay de seu segundo álbum de estúdio A Rush of Blood to the Head. A canção foi escrita de forma colaborativa por todos os membros da banda para o álbum. Ela é construído em torno de uma balada de piano, com sua letra contando a história sobre o desejo de um homem por seu amor e um pedido de desculpas. A canção foi lançada no Reino Unido como o segundo single de A Rush of Blood To The Head e alcançou o número 10 nas paradas do Reino Unido. Foi lançado nos Estados Unidos como o terceiro single e chegou ao número 18 na Billboard Modern Rock Tracks. "The Scientist" recebeu críticas positivas. Os críticos elogiaram a balada da canção feita pelo piano. Existem vários remixes da faixa, e seu riff tem sido amplamente amostrado. O vídeoclipe do single ganhou três MTV Video Music Awards, devido o uso do vídeo na narrativa inversa. A canção também é destaque no álbum de 2003, Live 2003.

terça-feira, 20 de abril de 2010

nelly furtado-say it right



Nelly Kim Furtado (Victoria, Canadá, 2 de Dezembro de 1978) é uma cantora, compositora e atriz luso-canadiana/canadense, filha de emigrantes portugueses, mais propriamente freguesia de Ponta Garça, São Miguel - Açores.

Entre as suas canções mais bem-sucedidas está o seu primeiro single, "I'm Like a Bird" (pelo qual ganhou um Grammy), Say It Right, All Good Things e Give It To Me. Recentemente, lançou o álbum "Mi Plan" em espanhol já contando com um single: "Manos al Aire".

No dia 24 de março de 2010 realizou no Brasil seu menor show: para apenas 5 pessoas, no reality show Big Brother Brasil. Na ocasião, ela estava no Brasil para divulgação do seu novo CD quando foi convidada para cantar no programa.

quinta-feira, 25 de março de 2010

cold play-trouble


Coldplay é uma banda de rock alternativo formada em 1998 em Londres, Inglaterra. O grupo é composto por Chris Martin (vocais, teclados, guitarra), Jon Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria, vocal de apoio e outros instrumentos).

Em seus primeiros trabalhos, sua sonoridade foi comparada com bandas como Radiohead, Jeff Buckley, U2 e Travis.[1] Conseguiram a fama mundial com o lançamento do single "Yellow", seguido do seu álbum de estreia, Parachutes (2000), que foi nomeado para o Mercury Prize. O segundo álbum da banda, A Rush of Blood to the Head (2002), ganhou vários prêmios, incluindo o NME de álbum do ano. Três anos depois, lançam o álbum mais esperado e vendido do ano, X&Y (2005), seu terceiro álbum de estúdio que recebeu várias críticas positivas. O quarto álbum de estúdio, Viva la Vida or Death and All His Friends (2008), foi produzido por Brian Eno e lançado com comentários favoráveis da crítica, ganhando várias indicações e vencendo o Grammy.[2] O Coldplay tem mais de 50 milhões de álbuns vendidos mundialmente.[3]

Desde o lançamento de Parachutes, a banda tem sido influenciada por outros artistas, incluindo o Echo & the Bunnymen,[4] Kate Bush, George Harrison[5] e Muse,[6] em A Rush of Blood to the Head, Johnny Cash e Kraftwerk em X&Y[7] e Blur, Arcade Fire e My Bloody Valentine foram as influências de Viva la Vida.[8] Eles têm advogado pela campanha Make Trade Fair da Oxfam e pela Anistia Internacional. Chris Martin também protestou contra a invasão do Iraque e apoiou John Kerry. O grupo também participou de vários projetos de caridade como o Band Aid 20, Live 8, Sound Relief, Hope for Haiti Now: A Global Benefit for Earthquake Relief e Teenage Cancer Trust.

sábado, 20 de março de 2010

Não é homofobia: uma história real





por Ruleandson do Carmo




Eu tinha dois anos de idade e gostava de imitar Michael Jackson, quando o via dançando na TV. Era louco com ele. Saí um dia com meu pai e fiquei murmurando a música do Michael e rebolando com minha mãe. "Seu filho já nasceu boiola", disse o amigo do meu pai que só parou de rir quando fomos embora. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.


Aos quatro anos comecei a dançar Ballet no Núcleo Artístico em Belo Horizonte, meus pais, irmão, avó e madrinha estavam nas apresentações e premiações, o restante da família e amigos não: "Isso não é coisa de homem. Não faz essas coisas de mariquinha", eles diziam. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.


No pré-primário a professora me colocava sempre junto das meninas, pois os meninos me batiam, e não gostavam de sentar "perto da bichinha". Não era homofobia, eles apenas estavam se expressando.


Na primeira série pedi à diretora para apresentar uma peça de teatro na escola, apresentei e alguns me xingaram de "boiola, bicha" etc. Meu pai foi à escola reclamar e a professora disse a ele "tratam seu filho assim porque ele não é normal". Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.Na quarta série um colega de sala me deu um tapa na cara e gritou comigo, "veadinho, essa vozinha de galinha". Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.


Na quinta série, no colégio, o diretor e a pedagoga mandaram chamar minha mãe. "Seu filho dança ballet, escreve teatro, só anda com as meninas, não joga futebol. Seu filho tá virando veado e a senhora apoia, não faz nada?". Minha mãe me defendeu, a chamaram de louca e ela me levou embora, aos prantos. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.


Também na quinta série, participei das Olimpíadas da escola, na modalidade salto à distância. Quando você corre e pula, naturalmente seus olhos arregalam. Quando pulei, jogaram areia nos meus olhos e gritaram "pula, bichinha". Fiquei alguns dias com os olhos feridos. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.
Algumas mães e irmãs de alguns dos poucos amigos homens que tinha pediram a eles, na minha frente, para se afastarem de mim, pois poderiam "ficar mal falados". Não era homofobia, elas estavam apenas se expressando.


Entre a sexta e a oitava série, me batiam de vez em quando no final da aula, me derrubavam nas aulas de educação física, alternavam meus apelidos entre "RuleBambi" e "Bailarina", e sempre repetiam "vira homem, veado". Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.


Na oitava série eu queria dançar quadrilha. Nenhuma das meninas quis dançar comigo, elas riam "Ah, Ru, você tinha que ser mais homem ou dançar com homem". Fiquei triste, e a professora de educação física disse "eu danço com você". Não era homofobia, elas estavam apenas se expressando.No segundo grau mudei de escola e lá apanhei também. A diretora me mudou de sala, os novos colegas riam, mas não me batiam. Não era homofobia. Eles estavam apenas se expressando.


Quando trabalhei de garçom junto com meu pai, um dia fui sozinho. O cara que ficou de chefe no lugar do meu pai ordenou que "carregasse sozinho os botijões. Vamos ver se ele é homem mesmo". Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.Na faculdade, um colega de turma me agrediu fisicamente, pois eu o abracei quando o vi durante o almoço. "Tá me estranhando? O que você quer?", me disse ele. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.


Formado, trabalhando em um jornal impresso em início de trajetória, meu chefe me comunicou minha demissão "meu sócio, dono das máquinas disse que não quer veado no jornal". Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.


Pouco depois uma amiga me convidou para a festa da irmã, eu e nosso grupo de amigos. Todos ganharam dois convites. Eu ganhei só um. Quando pedi o segundo convite ela me disse "Ru, é uma festa de família, não fica bem se você for acompanhado". Não era homofobia, ela e a família dela estavam apenas se expressando.Certa vez, na Savassi, região nobre de Belo Horizonte, estava sentado na praça com meu par, um cara passou e cuspiu em nós. "Que nojo" ele disse, fomos defendidos por um policial. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.
Em 2008, escrevi sobre o preconceito contra gays e divulguei o texto no Orkut. Uma comunidade dita católica contra "homofacistas" (como alguns chamam os gays anti-homofóbicos) fez uma série de denúncias contra meu perfil ao Google, dizendo ter conteúdo impróprio, me perseguiram e ameaçaram virtualmente. Tive que criar outra conta no Orkut. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.


São alguns dos tristes trechos dos quais me recordo. Já fui e sou desacreditado, oprimido e violentado verbal e fisicamente por pessoas que nunca esconderam o motivo para tal: eu ser gay. Mas, não se preocupe, não vou me fazer de vítima, não vou culpar a sociedade ou algum participante bronzeado, prateado ou dourado do Big Brother Brasil. Não, não era homofobia, nunca é. Eles sempre estavam e estão apenas se expressando. Eu também.




Fonte: eusoqueriaumcafe.com

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Menestrel-William Shakespeare


O Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dinossauros vão voltar. E para o seu bem


Eles foram extintos. Mas a ciência tem um jeito de recriá-los> Para quê? Pra encontrar remédios para as nossas piores doenças.
Texto: Jack Horner*

Os dinossauros foram extintos há milhões de anos. Mas isso não significa que nunca mais teremos um deles na terra. É possível que um ou mais deles voltem a viver no planeta um dia. E - acredite isso vai ter uma importancia incrível para você.
Como assim? Do começo: para recriarmos um dinossauro, o jeito fácil seria usar o DNA dos anmimais extintos. O problema é que, até agora, nunca se encontrou material genético de dinossauros. Isso significa que teríamos de achar uma alternativa. Pois nós descobrimos essa alternativa.
Na verdade, temos algum restinho de DNA de dinossauro. Ele não está nos ossos de animais mortos, e sim nos tecidos de seus descendentes, os pássaros. Pássaros são dinossauros vivos, apesar de não se parecerem com os ancestrais. Não têm cauda ou dentes, por exemplo. E possuem asas, em vez de braços. Mas há características comuns entre eles, como o pé com 3 dedos e a fúrcula, aquele osso em forma de y conhecido como osso da sorte. Se você pudesse olhar dentro de um ovo enquanto um pássaro se forma, veria que o bicho até chega a desenvolver cauda e braços. essas estruturas, no entanto, acabam se desintegrando com a atuação de alguns genes, antes que ovo seja chocado.
Ou seja: a chave para construírmos um dinossauro está no funcionamento desses genes. Tudo o que precisamos é impedir que eles sejam "ligados" e destuam a cauda e os braços antes que se formem por completo. Alguns pesquisadores estão fazendo isso, como Hans Larsson, professor da Universidade McGill, de Montreal. E pesquisadores da Universidade de Wisconsin já descobriram quais genes podem gerar pássaros que tenhas dentes.
Esses experimentos têm um objetivo nobre: descobrir como encontrar determinados genes e aprender o jeito de ligá-los e desligá-los. Quando soubermos mais sobre o processo de transformar pássaros em dinossauros, poderemos usar as informções para o nosso próprio bem. Esperamos poder compreender melhor algumas doenças genéticas que afetam a nós, humanos. E talvez até controlá-las.
Por isso, estamos usando frangos como cobaias. Acreditamos que podemos criar um "frangossauro" (ou chickenosaurus, em inglês) - um pássaro que tenha características dos dinossauros. Criaturas assim seriam produzidas somente uma por vez, e apenas dentro de um ovo. Não seriam liberadas para correr pelo laboratório e perseguir pessoas.
Não pensem que estamos tentandocriar um frangossauro por diversão ou para aparecer em manchetes. Será apenas uma forma de densenvolver métodos práticos de engenharia genética que nos livrem de doenças graves. E, de quebra, destrinchar o desenvolvimento da evolução.

*Jack Horner é paleontólogo, professor da Montana State University.

Fonte: Revista Superinteressante, fev 2010. pag 29.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O sexo na História



Ártemis - Deusa virgem


Rapidinhas: o sexo na história
Aprecie dez momentos da relação humana com o sexo
É difícil de imaginar, mas as posições sexuais e a escolha das pessoas que levamos para a cama têm história de milhares de anos. Os tabus de hoje foram construídos aos poucos. O comportamento sexual de cada época mostra como as sociedades antigas pensavam e como o sexo foi influenciado por mudanças sociais.

Século 5 a.C. - Salada grega

Os gregos estabeleceram o conceito da virgindade: Ártemis era a deusa virgem. Nos desenhos da época, as mulheres só apareciam em posição submissa. O homossexualismo era explícito e as prostitutas eram consideradas sagradas.

Século 1 - Vale quase tudo

O homossexualismo entre homens era visto com naturalidade em Roma, mas o sexo oral era tabu, assim como o lesbianismo. Como na Grécia, era comum ter um símbolo fálico decorando a casa. Escravos prestavam favores sexuais a seus senhores.

315 - Culpa cristã

Na Roma cristã, o celibato passou a ser pregado. O teólogo Santo Agostinho (354-431) passou a considerar o sexo como maldito, coisa demoníaca. Mas as relações entre pessoas de mesmo sexo ainda levariam séculos até ser recriminadas.

Século 10 - Monogamia

Impulsionado pelo cristianismo e pela vida de pequenas comunidades no campo, o conceito de monogamia se difundiu. Na Idade Média, relações de incesto entre irmãos, comuns durante muito tempo, passam a ser cada vez mais proibidas.

Século 13 - Gays na mira

Foi só no século 13 que os homossexuais viraram alvo da Igreja Católica. O frade e teólogo Tomás de Aquino (1227-1274) viu o comportamento gay como um ato contra a natureza humana – e que era, portanto, condenável por Deus.

1900 - O sexo de Freud

Para o psiquiatra Sigmund Freud, a lembrança de experiências sexuais e a repressão seriam a causa de problemas psicológicos. A culpa desliga-se do sexo.

1948 - Relatório Kinsey

O zoólogo Alfred Kinsey mostrou que a heterossexualidade monogâmica era uma de oito formas de comportamento sexual dos homens – outras incluíam poligamia e zoofilia. Suas conclusões chocaram, mas lançaram a idéia de que, no sexo, é normal ser diferente.

Década de 60 - Conquistas

Amor livre, sexo sem culpa, prazer feminino, camisinha, pílula anticoncepcional, sex shops e revistas pornôs. Tudo isso é conquista da década.

1981 - Fim da liberação

A revolução sexual durou até quando o medo bateu à porta com a aids, doença sexualmente transmissível. Doentes eram relacionados a gays, prostitutas ou dependentes de drogas. No início, ter aids era visto como sinônimo de vida promíscua.

Século 21 - Fim de tabus

Já no fim do século 20, novo avanço: homens de qualquer idade passaram a ter a ereção garantida com o Viagra. Além disso, a camisinha feminina é mais difundida. Seu desenho, porém, não agrada as mulheres. Em 2007, um novo (e estranho, vai) design surge.

Revista Aventuras na Historia
Postado por Eduardo Marculino no blog http://historianovest.blogspot.com/

08.Arcadismo no Brasil