sábado, 9 de julho de 2016

Polícia prende 14 suspeitos de crimes e cumpre 40 mandados de busca e apreensão durante ‘Operação Gualterio’.


Prisão de 14 pessoas e mais de 40 mandados de busca e apreensão verificados e cumpridos foram o resultado da operação realizada pelas polícias Civil e Militar, na madrugada desta sexta-feira (8). Intitulada de ‘Gualterio’, a ação mobilizou 400 policiais para o combate a organizações criminosas na Região Metropolitana de São Luís.
O delegado titular da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), Armando Pacheco, avaliou como positiva a operação. “Tivemos um resultado dentro do esperado e perigosos agentes do crime estão, agora, fora de circulação. Atribuímos o sucesso da ação ao planejamento que tem garantido significativo índice de resolutividade dos casos. Vamos manter essa estratégia para impedir a criminalidade”, disse.
Nesta etapa foram alvo da ação o município de São José de Ribamar e os bairros Cidade Olímpica, Maiobão, Jardim Tropical, Recanto dos Pássaros, Vila Janaína, Santa Efigênia, Cidade Operária, Vila Brasil, João de Deus, Santo Antônio, São Bernardo, Coroadinho (Morro do Zé Bombom), Turu (Santa Rosa e Jardim Eldorado), Divineia, Vila Matões e Vila Alonso Costa – em São Luís.
Todos os presos, segundo o delegado, são integrantes de grupo criminoso que age na Grande Ilha. Os detidos foram autuados por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, formação de quadrilha, crime organizado, entre outros. A polícia averigua a origem das armas, drogas e outros materiais apreendidos. A operação contou com 170 policiais civis, sendo 31 delegados e cerca de 200 militares que se revezaram nas buscas nos bairros desta primeira etapa.
O superintendente da SPCC pontua que a atuação integrada das forças de segurança pública tem sido muito importante e se repetiu em outras operações. “O relacionamento entre as polícias no Maranhão é excelente e essa parceria será mantida e estendida a outras ações, tendo como foco a garantia da segurança ao cidadão”, enfatizou Pacheco.
A operação foi batizada de ‘Gualterio’ em alusão à Filippo Antônio Gualterio, senador italiano do século XVII. Foi ele que, pela primeira vez verificou e mencionou o início de organizações criminosas. Diante desta verificação, ele formulou uma lei, em 1851, reprimindo a conduta com características de máfia e crime organizado.


Mega operação
As investigações iniciaram há cerca de dois meses e se apoiaram nos inquéritos instaurados nas delegacias dessas áreas vistoriadas. O ponto de partida do trabalho policial foram os ataques a ônibus, ocorridos em maio. “Naquela ocasião fizemos mapeamento das áreas e identificação dos envolvidos. Com esse trabalho mais intensivo pretendemos diminuir o poder de ação e desarticular as quadrilhas”, reiterou Armando Pacheco.
Participaram da operação ‘Gualterio’ equipes das Delegacias Especiais da Cidade Operária, Cidade Olímpica, do Maiobão e da cidade de São José de Ribamar; e delegacias do Turu, São Cristóvão, Coroadinho e Parque Vitória. Da Polícia Militar atuaram o Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPAM) I, II e III.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Jovens brasileiros comem mal, alerta pesquisa


Arroz, feijão, pão e suco.

São esses os principais alimentos consumidos por jovens brasileiros entre 12 e 17 anos. Isso quem aponta é a pesquisa do Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Também neste estudo descobriram que os refrigerantes são o sexto produto mais consumido por jovens no país. O que é mais preocupante é a falta de frutas e verduras na dieta dos adolescentes. Os dois alimentos não estão nem entre os 20 mais consumidos. O alto consumo de alimentos industrializados e a falta de frutas tem consequências na saúde.

Outros dados importantes são os do sódio, vitamina E e cálcio. oito em cada dez adolescentes consomem mais sódio do que o recomendado. Já o cálcio e a vitamina E estão faltando na dieta de todos os jovens. Essa vitamina é importante para prevenir diversas doenças, principalmente as cardiovasculares.

Ainda sobre os hábitos alimentares dos adolescentes brasileiros, mais da metade come enquanto assiste TV. 17% dos jovens estão com sobrepeso. Destes, mais de 8% são obesos. Entre as soluções propostas para mudar estes hábitos alimentares estão proibir a propaganda de alimentos ultraprocessados e com muito açúcar. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda comer mais alimentos naturais, como frutas e verduras. E evitar os industrializados, com excesso de sal e açúcar na composição.

Aumentam as evidências de que pernilongo também pode transmitir Zika


O mosquito Aedes aegypti tem sido apontado como o principal vetor do vírus Zika, que, estima-se, infectou até junho 49 mil pessoas dentre 139 mil casos notificados no Brasil, e causou o nascimento de 1,6 mil crianças com microcefalia em 582 municípios.
 
Mas, além do Aedes aegypti, o Zika também pode ter outros vetores, como o mosquito Culex quinquefasciatus, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca, sobre o qual crescem as evidências de que pode estar envolvido na emergência do vírus no país.

O alerta foi feito por Constância Flávia Junqueira Ayres Lopes, pesquisadora do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) da Fiocruz em Recife, Pernambuco, em uma mesa-redonda sobre “O mosquito, o vírus e o que temos para combatê-los”, durante a 68ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre até o próximo sábado (09/07), no campus de Porto Seguro da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

“Há sérias dúvidas se o Aedes aegypti é um vetor exclusivo do vírus Zika”, disse Lopes. “Em ambientes silvestres várias espécies de Aedes estão implicadas no processo de transmissão. Por que em ambientes urbanos somente uma espécie estaria envolvida?”, questionou.

De acordo com a pesquisadora, o mosquito Aedes aegypti começou a ser incriminado como vetor do vírus Zika em1947, quando foi encontrado em uma floresta com nome homônimo em Uganda, na África, por pesquisadores financiados pelo Instituto Rockefeller, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores estavam tentando isolar o vírus da febre amarela e, para isso, estudaram mosquitos de espécies de Aedes, velhos conhecidos como transmissores da doença.
Ao analisar o material coletado, eles observaram que o vírus que isolaram era diferente e o batizaram de Zika em homenagem à floresta onde foi descoberto.

Desde então, diversos outros isolamentos do vírus Zika foram feitos a partir de diferentes espécies de Aedes, como o Aedes africanus, contou a pesquisadora.
Em 1966, quando houve a primeira emergência do vírus Zika, na Malásia, foram analisados inúmeros pools de mosquito no país asiático e identificado apenas um como Aedes aegypti.

Já nas epidemias mais recentes do vírus Zika, como em 2007, na Micronésia, na região do Pacífico, quando cerca de 70% da população da ilha de Yap, com população de 7,3 mil pessoas, foi infectada, não foi encontrado nenhum pool de Aedes aegypti, afirmou a pesquisadora.

“Na verdade, há pouquíssimos mosquitos Aedes aegypti na Micronésia. Há outras espécies de Aedes na região, mas o Aedes aegypti é muito raro na maioria das ilhas e completamente ausente nas ilhas onde houve uma grande ocorrência de casos de infecção pelo Zika vírus”, disse.

Quando ocorreu a epidemia, Lopes entrou em contato com pesquisadores da região a fim de saber qual era a espécie de mosquito mais abundante por lá. A resposta dos pesquisadores foi o Culex quinquefasciatus, que não tinha sido investigado como um vetor do vírus Zika.

“A questão é que todo mundo que estudou a circulação do vírus Zika antes só olhou para as espécies de Aedes. Como esses mosquitos já são conhecidos como vetores de dengue, chikungunya e febre amarela, por que não seriam também do Zika?”, explicou Lopes.
No início da emergência do Zika no Brasil, a pesquisadora decidiu investigar se o Culex quinquefasciatus também poderia transmitir o vírus. O mosquito é 20% mais abundante do que o Aedes aegypti no ambiente urbano e é vetor de outros arbovírus (transmitidos essencialmente por artrópodes), como o do Oeste do Nilo e da encefalite japonesa, que são próximos do vírus Zika.

Além disso, começou a chamar a atenção da comunidade científica e da Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de cartas publicadas em revistas como Lancet, sobre a urgência e a necessidade de se investigar outras espécies de mosquito que também podem ser vetores do vírus Zika, e não apenas o Aedes aegypti .


Mudança na forma de controle
Na avaliação de Lopes, uma das implicações de ter outras espécies envolvidas na transmissão do vírus Zika, caso seja comprovado, é que mudará drasticamente a forma de controle da infecção, que hoje está focada exclusivamente no Aedes aegypti.

Os hábitos do Aedes aegypti são bastante diferentes dos do Culex quinquefasciatus, ressaltou.
Enquanto o Aedes aegypti pica durante o dia, o Culex quinquefasciatus pica durante a noite. Isso deve provocar uma mudança de hábito das pessoas – especialmente as grávidas – que estão tomando medidas de proteção contra a picada, como o uso de repelentes, somente durante o dia.

Além disso, enquanto o Aedes aegypti tem preferência por colocar ovos em água parada, de chuva, o Culex quinquefasciatus gosta de colocar seus ovos em água extremamente poluída, como a de esgoto e de fossa. “Isso irá requerer um investimento na melhoria das condições de saneamento no país, que é um problema histórico”, avaliou a pesquisadora.
O controle do Culex quinquefasciatus, contudo, deve ser mais fácil do que o do Aedes aegypti, estimou Lopes.

Enquanto a fêmea do Aedes aegypti prefere depositar seus ovos de forma distribuída para garantir que sua prole tenha maiores chances de sobrevivência, a fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus deposita seus ovos em um único lugar.
“Os criadouros do Culex quinquefasciatus são mais concentrados e têm um alto nível de infestação, enquanto os do Aedes aegypti são mais distribuídos”, comparou a pesquisadora.

“A chance de sucesso de um programa de controle de Culex quinquefasciatus é muito maior do que o de Aedes aegypti. Prova disso é que até hoje não há um controle efetivo da dengue no Brasil”, avaliou.

De acordo com a pesquisadora, Recife – a cidade considerada o epicentro da epidemia do vírus Zika no Brasil – é a única no país onde há incidência de filariose – uma doença parasitária crônica causada por vermes nematoides (as filárias). O parasita é transmitido pelo mosquito Culex quinquefasciatus, que é o vetor exclusivo.
Um trabalho realizado por colegas dela na Fiocruz de Recife identificou que os casos de microcefalia registrados na cidade ocorreram exatamente em regiões onde também foram notificados casos de filariose.
“Cerca de 85% das mães que tiveram bebês com microcefalia vivem em áreas onde foram registrados casos de filariose”, afirmou Lopes.
Algumas das características das regiões onde moram essas mães são as baixas condições de saneamento básico, com esgoto a céu aberto.

“Se o vírus Zika fosse transmitido exclusivamente por Aedes aegypti seria uma doença democrática, como a dengue é. Todo mundo pega, e não somente as pessoas que estão extremamente expostas a picadas e à transmissão do vírus”, avaliou.
Agência FAPESP 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Avast compra rival holandesa AVG por US$1,3 bi


A produtora de software de segurança Avast anunciou nesta quinta-feira a compra da rival holandesa AVG Technologies por 1,3 bilhão de dólares em dinheiro para expandir sua presença em mercados emergentes.
 
A Avast afirmou que vai pagar 25 dólares por ação da AVG, o que representa um prêmio de 33 por cento sobre o fechamento do papel na quarta-feira.

"Acreditamos que unir forças com a Avast, uma companhia privada com recursos significativos, apoia totalmente nossos objetivos de crescimento", disse o presidente-executivo da AVG, Gary Kovacs.

A Avast, que fornece software pago e gratuito para proteção de computadores e dispositivos móveis, tem mais de 230 milhões de usuários no mundo.
A companhia planeja financiar a aquisição com dinheiro em caixa e dívida.

Polícia Federal deflagra 32ª fase da Operação Lava Jato


A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (7), mandados judiciais referentes à 32ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Caça-Fantasmas". A ação acontece nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Santos e é um desdobramento da 22ª etapa, que recebeu o nome de "Triplo X".

De acordo com a PF, esta nova etapa visa apurar a atuação de uma instituição financeira do Panamá em território nacional sem autorização do Banco Central. O objetivo da empresa seria abrir e movimentar contas no Brasil e, dessa forma, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior sem que o montante passasse pelo sistema financeiro brasileiro.

No total, 17 mandados foram expedidos, sendo 7 conduções coercitivas e 10 pedidos de busca e apreensão.

Na segunda-feira (4), ocorreu a 31ª etapa da Lava Jato. Denominada Operação Abismo, o objetivo era investigar desvios em licitações para a reforma do Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras), no Rio de Janeiro, onde são feitos estudos sobre a exploração em águas profundas.

Um dos alvos foi o ex-tesoureiro do PT, Paulo Adalberto Alves Fernandes, que já se encontrava preso desde o dia 23 na superintendência do órgão em São Paulo, em decorrência da operação Custo Brasil, também da PF.

Brasil terá sexta maior população de idosos no mundo até 2025




A população brasileira tem passado nas últimas décadas por um rápido processo de envelhecimento, devendo somar, até 2025, 31,8 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Isso deverá causar impacto direto nos sistemas de saúde pública e previdenciário do país, e na forma de cuidar dessas pessoas.
 
A avaliação foi feita por pesquisadores durante uma mesa-redonda sobre o envelhecimento da população nos países em desenvolvimento, realizada durante a 68ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre até o próximo sábado (09/07) no campus de Porto Seguro da Universidade Federal do Sul do Bahia (UFSB).

“Em 1950, o Brasil tinha 2 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Em 1965 esse número saltou para 6,2 milhões. Na virada do século chegou a 13,9 milhões e, em 2025, chegará a 31,8 milhões”, disse Luiz Roberto Ramos, professor da Escola Paulista de Medicina (UPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), durante o evento.
“Teremos uma das seis maiores populações de idosos no mundo em 2025”, estimou Ramos, que coordenou um projeto de pesquisa sobre a efetividade de ações de promoção da saúde em idosos com apoio da FAPESP.

De acordo com o pesquisador, a velocidade do processo de envelhecimento da população brasileira tem sido mais rápida do que a verificada na Europa, por exemplo.
Até 1800, o continente europeu registrava uma alta mortalidade e elevada fecundidade – uma combinação de fatores que possibilita manter a população jovem.

Essa situação só começou a mudar entre 1800 e 1900, durante a Revolução Industrial, quando a mortalidade começou a cair na região, causando um aumento da expectativa de vida, até chegar ao nível atual. “Foram necessários 100 anos para cair a taxa de mortalidade na Europa”, disse Ramos.

Já a taxa de fecundidade no “velho mundo” só começou a cair entre 1900 e 1950 e deve se manter estável nas próximas décadas, provocando um aumento na proporção de idosos.
Em contrapartida, no Brasil, a taxa de mortalidade começou a cair entre 1950 e 1980 e a de fecundidade iniciou um processo de redução a partir de 1970, chegando a dois filhos por casal hoje, que significa uma taxa de reposição e que a população do país não está crescendo, afirmou Ramos. “Todo o processo de transição demográfica que na Europa levou 180 anos deve acontecer em metade desse tempo no Brasil”, comparou Ramos.
 
Esse aumento da proporção de idosos – que cresce a taxas muito mais elevadas do que as de outros grupos etários e tem causado o envelhecimento da população brasileira – tem mudado as prioridades na saúde pública no Brasil hoje, apontou o pesquisador.
Até 1950, quando as taxas de fecundidade e mortalidade no país eram altas, 40% das mortes no Brasil eram causadas por doenças infecciosas e pouco mais de 10% por doenças cardiovasculares.

Entre 1950 e 1970, quando começou a ocorrer o processo de transição epidemiológica no Brasil, os casos de doenças infecciosas foram diminuindo e hoje representam apenas 5% das causas de mortes no país, enquanto as doenças cardiovasculares passaram a representar mais de 40%.“No velho paradigma da saúde pública no Brasil, a população de risco era composta por crianças, a prioridade era o tratamento de doenças infecciosas, as medidas preventivas – simbolizadas pelas vacinas – eram eficazes e os tratamentos eram simples, definitivos e baratos – era o famoso antibiótico por uma semana”, disse Ramos.
“No novo paradigma, a população de risco é formada por idosos, a prioridade é o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis que causam incapacidade, as medidas preventivas são pouco eficazes e os tratamentos são complexos, crônicos e caros”, comparou.

O sistema de saúde brasileiro, contundo, ainda não está preparado para atender essa nova realidade, apontou o pesquisador.
Um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina, que acompanhou a evolução do número de médicos formados no Brasil desde 1910, apontou que, em 2010, 38% dos médicos no país eram pediatras, ginecologistas ou anestesiologistas. A geriatria era a 41ª colocada entre as especialidades dos médicos brasileiros, apontou a pesquisa.
“Há um longo caminho para dotar nosso sistema de saúde com profissionais especializados para cuidar dessa população de idosos”, avaliou.


Cuidado com os idosos
De acordo com dados apresentados por Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a população que mais cresce no país hoje é a de pessoas com 80 anos ou mais.
E as pessoas que devem chegar a essa idade são as nascidas durante o baby boom, ocorrido no país entre 1950 e 1960, quando as taxas de fecundidade foram mais altas, estimou a pesquisadora.
“Esses idosos se beneficiaram da redução das mortalidades infantil, jovem e adulta nas últimas décadas no país e, agora, da diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas em razão dos avanços na Medicina”, avaliou.
Essa guinada no número de “idosos muito idosos” no país, contudo, demandará não só mais cuidados, mas também mais tempo para cuidar deles, indicou.
O número de idosos que deverão receber mais cuidados no Brasil poderá aumentar entre 30% e 50% até 2020, estimou Camarano.
“É preciso avaliar se as famílias estão prontas para cuidar dessa população de idosos. Elas devem estar preparadas para isso”, avaliou.
Os homens passam, em média, 4,2 anos necessitando de cuidados prolongados no Brasil, e as mulheres, 4,7 anos.
Além disso, os homens morrem mais cedo do que as mulheres no país. “Por isso falamos que o envelhecimento é uma questão de gênero”, disse Camarano. “Há mais mulheres idosas, elas são as principais cuidadoras de seus maridos, que morrem primeiro. Mas quem irá cuidar delas?”, questionou.
Outra preocupação, segundo a pesquisadora, será com o sistema de previdência. Com a diminuição do número de nascimentos no Brasil, consequentemente, a força de trabalho no país vem caindo. “Quem irá trabalhar para contribuir com a seguridade social e cuidar dessas pessoas?"

Impacto na previdência
De acordo com Camarano, o Brasil dissociou envelhecimento de pobreza com a Constituição de 1988, que universalizou a seguridade social no país.
Com isso, a população idosa passou a ter rendimentos garantidos e, hoje, 82% das pessoas com mais de 65 anos no país recebem benefícios da previdência social.
O envelhecimento da população brasileira, entretanto, que pode ser formada por 20% de pessoas com 65 anos ou mais em 2050, levará a um aumento nos gastos previdenciários com essa parcela da população, aumentando o rombo na previdência, apontou Bernardo Lanza Queiroz, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
“Hoje aproximadamente 12% dos gastos públicos no Brasil já são direcionados para a população idosa”, afirmou o pesquisador.
Segundo o pesquisador, a aposentadoria precoce no país também contribui para ampliar o problema.
No início dos anos 1990, quando o direito à previdência social foi universalizado, de acordo com ele, a maior parte da população acima dos 65 anos de idade no país trabalhava.
Atualmente, a taxa de ocupação das pessoas com essa idade no Brasil está ao redor de 20%, entre outras razões pela própria emergência do sistema previdenciário, apontou.
“O Brasil tem um número de pessoas que recebe benefícios da previdência social em relação à população com 65 anos ou mais que é bastante elevado”, afirmou.
“Em 2010, havia 1,6 pessoas recebendo benefícios de aposentadoria da previdência social para cada pessoa com 65 anos ou mais no país. Isso indica que essas pessoas estão se aposentando relativamente cedo”, avaliou.
O fato de as pessoas se aposentarem cedo não seria um problema se o sistema previdenciário estivesse funcionando bem e há uma norma que permite isso no país, ponderou Queiroz.
“Essa norma tinha uma motivação muito boa, que era permitir que as pessoas mais pobres pudessem se aposentar com 30 anos de serviço. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: a população mais educada, com melhor inserção no mercado de trabalho, é que começou a se aposentar com 30 anos de contribuição”, afirmou.
Quanto mais adiada for a reforma da previdência, maiores serão os custos fiscais e para as pessoas, apontou o pesquisador.
Segundo dados apresentados por ele, hoje há 4 pensionistas para cada 10 pessoas contribuindo para o sistema de previdência no país.
Se nenhuma mudança ocorrer até 2050, em termos de aumento da oferta de emprego e do tempo de contribuição, por exemplo, haverá 1,2 pessoas recebendo benefícios para cada pessoa contribuindo com o sistema, projetou. “A conta não fechará mais”, avaliou.
Agência FAPESP 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Dom Aldo renuncia ao comando da Arquidiocese da Paraíba


Dom Aldo di Cillo Pagotto enviou ao Vaticano pedido de renúncia por motivo de saúde.
O pedido foi acolhido e a Congregação para os Bispos comunicou que, para atender ao governo da Igreja Metropolitana da Paraíba, vacante pela renúncia do último arcebispo, o Sumo Pontífice, pela Divina Providência, Papa Francisco, através de Decreto da Congregação para os Bispos, a partir de hoje e até que o arcebispo, que deve ser eleito, tome posse canônica, nomeou e constituiu administrador apostólico da Arquidiocese da Paraíba o Exmo. Dom Genival Saraiva de França (foto abaixo), bispo emérito de Palmares (PE), e lhe atribuiu as faculdades e as funções que competem aos administradores diocesanos, à norma do direito.

 O Decreto foi datado neste dia 6 de julho de 2016, em Roma, no Palácio da Congregação para os Bispos e assinado pelo prefeito da Congregação, Marcus, Card. Ouellet, e pelo secretário da mesma Congregação, Ilson de Jesus Montanari.

Planos de saúde terão que pagar exames de Zika a partir de hoje


A partir de hoje (6), os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika para públicos específicos. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo Zika.
A escolha desses grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos e vir associada, por exemplo, à surdez, a problemas de audição e no coração.
A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o Zika em algum momento da vida.
Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.
Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequar à nova regra.

Emissora demite repórter por se recusar a pisar em alagamento



Um fato inusitado ocorreu recentemente no México e ganhou repercussão internacional através das redes sociais.

A repórter Lydia Cumming, da TV Azteca, foi encaminhada para realizar uma reportagem em uma área alagada da cidade de Puebla. 

Porém, a profissional se recusou a pisar no local alagado para não molhar os pés, e pediu que duas moradoras a carregassem para que ela pudesse sair do local. 

A cena foi registrada e acabou parando nas redes sociais, onde a repórter foi duramente criticada.

Diante da repercussão negativa, a TV Azteca decidiu demitir a repórter na última semana, e através de nota oficial, afirmou que a atitude da jornalista não estava alinhada com seus valores. Lydia chegou a publicar um vídeo pedindo desculpas a quem se sentiu ofendido com sua atitude.

Brasil é o país mais perigoso para homossexuais, afirma NYT


Uma reportagem publicada no jornal norte-americano "New York Times" nesta terça-feira (5) afirma que o Brasil é o lugar mais perigoso do mundo para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. 

Citando dados do grupo "Gay Bahia", a publicação diz que mais de 1.600 pessoas foram assassinadas no Brasil por motivações homofóbicas nos últimos quatro anos e meio, dados que representam praticamente uma morte por dia. Segundo o jornal, esses números contrastam com a "imagem de uma sociedade tolerante e aberta" de um país que "aparentemente alimenta expressões de liberdade sexual durante o carnaval e que possui a maior parada gay do mundo".

Essa reputação não é sem fundamento. "Nas quase três décadas desde que a democracia tomou o lugar da ditadura militar, o governo brasileiro introduziu diversas leis e políticas com o objetivo de melhorar a vida das minorias sexuais", diz o texto.

A reportagem diz que o Brasil foi um dos primeiros países a oferecer medicamentos antirretrovirais para diagnosticados com HIV, foi pioneiro na América Latina a reconhecer a união civil de pessoas do mesmo sexo para fins de imigração e um dos precursores a liberar a adoção de crianças por casais homoafetivos.

 O ponto é que as tradições sociais de alguns grupos não caminharam no mesmo ritmo desde avanços. A publicação relaciona a violência contra gays com a cultura machista que ainda há na sociedade brasileira e com o crescimento de alas evangélicas mais conservadoras, que se opões ao público LGBT.

Segundo o cientista político Javier Corrales, ouvido pela reportagem, os brasileiros até estariam mais tolerantes. O problema é que aqueles que se mantêm intolerantes estariam "desenvolvendo novas estratégias e um discurso mais virulento para barrar o progresso nessas questões", afirmou.

Malha ferroviária que passava por 8 capitais do NE, atende somente três




Uma reportagem especial publicada no site Jornal do Commércio nesta terça-feira (05/07) enfatizou a drástica redução da malha ferroviária no Nordeste, diante do processo de privatização. 
Dos 4.679 quilômetros de ferrovia, apenas 1,2 mil quilômetros funcionam regularmente hoje, entre os estados do Ceará, Piauí e Maranhão, levando cargas aos portos de Itaqui (MA) e Mucuripe (CE). Em 1997, a malha interligava as capitais de oito estados.

Com a privatização, informa JC, foram estabelecidas medas de aumento do transporte de cargas e redução de acidentes para a exploração do serviço ferroviários. Ano passado apenas 564,3 milhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) foram transportadas, quantidade que antes da privatização chegava a 1,2 bilhão de TKU.

Nem mesmo o crescimento da economia do Nordeste impulsionou o serviço ferroviário. JC lembra que o Porto de Suape saiu de uma movimentação de 4,3 milhões de toneladas de carga, em 2005, para 19,7 milhões de toneladas, ano passado.

Fernando Jordão, ex-superintendente da Rede Ferroviária Federal, destacou em entrevista ao site que não compreende a prioridade que é dada ao transporte rodoviário, no Nordeste. “Em lugar nenhum do mundo se privilegia o transporte rodoviário como ocorreu Nordeste, principalmente quando se tinha uma ferrovia centenária. A solução messiânica foi a Transnordestina. Agora, não tem mais a antiga e nem a nova saiu do papel”, afirmou.

CONSTRUTORAS SÃO GRANDES DOADORAS
 
JC reforça ainda que outro fator que contribuiu para a prioridade com as rodovias está relacionado às campanhas eleitorais. As construtoras se tornaram as principais doadoras.


Saúde libera R$ 7,6 milhões a hospitais universitários em cidades do Nordeste

Hospitais universitários da região Nordeste receberam reforço de R$ 7,6 milhões do Ministério da Saúde para ampliação e qualificação dos atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos já estão disponíveis e podem ser utilizados para qualificação da assistência e aumento do acesso da população aos serviços oferecidos. Oito estados estão sendo contemplados com um total de 13 hospitais beneficiados.

Os recursos federais foram liberados por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF). Desenvolvido desde 2010 em parceria com o Ministério da Educação e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), o REHUF já possibilitou investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões nos hospitais universitários, somente por parte do Ministério da Saúde. Com isso, as universidades mantenedoras desses estabelecimentos ganham maior capacidade orçamentária para estimular a oferta de ensino, pesquisa e atendimento de qualidade.

Aprovados em lei orçamentária, os valores são pagos pelo Ministério da Saúde, em parcela única, para as instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do SUS. Os créditos para as universidades foram garantidos pelas portarias 832/16, 3015/15, 2458/13 e 2586/13, que constam no Diário Oficial da União. Os pagamentos foram efetuados pelo Fundo Nacional de Saúde no último dia 30 de junho.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o montante vai permitir à população maior acesso aos serviços oferecidos pelas unidades e estruturação das suas atividades. “Os hospitais universitários têm a missão de ser um local de ensino ao mesmo tempo em que realizam procedimentos hospitalares e ambulatoriais. O repasse desses recursos vai qualificar os atendimentos e o conhecimento, resultando em maior qualidade e oferta de atendimentos pelo SUS”, destacou.

Em 2015, foram realizados mais de 23 milhões de atendimentos ambulatoriais e internações pelos hospitais universitários do país, resultando em um investimento de R$ 828,3 milhões do Ministério da Saúde para o custeio desses serviços.
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Feijão vira alvo de ladrões e lavouras ganham vigia

Com a alta do preço do feijão, os produtores do Sul de Minas estão contratando seguranças. Os bandidos estão roubando feijão no pé e até as máquinas que fazem a colheita.
Com o feijão valendo ouro, o produto entrou na mira dos ladrões. A saca de 60 kg está custando quase R$ 600. Em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, os empregados viram quatro homens cortando o feijão na lavoura, durante o dia.
Essa não foi a primeira vez. O agricultor já estava desconfiado e quando foi para colheita, descobriu que boa parte da produção já tinha sido levada.

“Eles não têm dó não, porque eles não vão gastar nada para vender o feijão lá. E eu tenho certeza que eles estão vendendo bem abaixo do preço que está correndo, mas tudo que vier para eles é lucro”, declarou o agricultor Ronan de Souza.
Em uma outra fazenda em Alfenas, os bandidos roubaram 230 sacas, um prejuízo de R$ 130 mil. O feijão estava ensacado, pronto para ser levado para o armazém. Os bandidos levaram a carga com caminhão e tudo. O produtor está com medo e não quis dar entrevista.

"Nossa zona rural é realmente muito grande. Nós temos uma equipe reduzida de patrulha rural, mas estamos enfatizando os locais de possíveis, que possam ser alvos desses infratores, para que possamos de repente fazer uma ação mais preventiva”, afirmou o tenente da Polícia Militar Alessandro Furtado da Silva.
Quem diria que uma das preocupações dos produtores rurais ia ser com a segurança das lavouras. Por causa dessa onda de roubos, as propriedades estão contratando vigias para ficar de olho na plantação. Em uma fazenda em Alfenas, por exemplo, tem gente dia e noite só para tomar conta dos pés de feijão. "Faz mais de 20 anos que eu mexo com lavoura, nunca cheguei a pôr segurança na lavoura. Esse ano que nós estamos pondo”, declarou o agricultor Jorge Luiz.

E não é só o feijão que é cobiçado não. Máquinas e produtos agrícolas também atraem os bandidos que sempre chegam armados. “O caminhão tem que ficar guardado para ninguém ver esse caminhão. A máquina que colhe o feijão aqui, se ela ficar aqui na roça, eu corro o risco de morrer, porque eles acham que tem feijão na máquina, e vem roubar a máquina achando que tem feijão na máquina”, declarou o vigia Eli de Jesus Santana.
No fim de semana, mais um roubo foi registrado, dessa vez na Bahia. Cinco homens armados invadiram uma fazenda em Barreiras e roubaram mil sacos de feijão fradinho. Ninguém foi preso. (g1)


Identificadas vítimas da tragédia ocorrida na BR-135



Foram identificadas as vítimas da tragédia da BR-135, que são todas da cidade de Humberto de Campos (MA), cidade localizada a 153 km de distância de São Luís, na região dos Lençóis Maranhenses, os corpos das vítimas do grave acidente entre uma caçamba e um veículo de passeio que aconteceu na manhã desse domingo (3), no Km 36 da BR-135. Onde a colisão entre os dois veículos vitimou oito pessoas.
 
Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) na madrugada desta segunda-feira (4), por volta de 1h. A cidade de Humberto de Campos, de pouco mais de 26,1 mil habitantes decretou luto oficial por causa da tragédia.

Dentro do carro, estavam duas famílias. A primeira, a do motorista Reginaldo ‘Careca’ – como era conhecido – de São Vicente Ferrer (MA) e acostumado a fazer o percurso oferecendo serviço de ‘táxi-lotação’, acompanhado da esposa e filha, identificadas apenas como Vanda e Hanna.

A segunda família é a de Kelvin Daniel da Conceição Costa, de apenas um ano de idade. Acompanhavam a criança a senhora, Valdicleide Santos da Conceição, de 34 anos, mãe de Kelvin; e Helena Santos da Conceição, 70, avó da criança.

Também estavam no veículo o pedreiro Dioninson da Silva, de 28 anos; e a estudante Rosânia Santos, 14, filha de um comerciante de Humberto de Campos, que começaria um curso de computação neste mês de julho. 

Segundo familiares das vítimas, os ocupantes do veículo se deslocavam de Humberto de Campos para São Luís, para realizar alguns exames médicos.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

STF ordena a quebra do sigilo bancário de Waldir Maranhão

 
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello ordenou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), após a Procuradoria-Geral da República apontar, em petição, “fortes indícios” de envolvimento do parlamentar em fraudes com institutos de previdência de servidores públicos.
A decisão, tomada no dia 27, indica que a investigação está vinculada a declarações de um colaborador em delação premiada que tramita em segredo no STF. O acordo de delação foi encaminhado em novembro de 2013 pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e homologado por Marco Aurélio em março de 2014.
Segundo a PGR, há suspeitas de que Maranhão, “mediante recebimento de vantagem indevida, teria atuado em diversas prefeituras em favor de esquema fraudulento de investimento nos regimes de Previdência” de prefeituras.
A investigação no STF é um desdobramento da Operação Miqueias, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2013 com ordens de 27 prisões e 75 buscas e apreensões concedidas pelo desembargador do TRF Cândido Ribeiro. A PF detectou uma rede de empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro que estariam sob controle de um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.
O grupo, segundo a PF, usava contas bancárias “de empresas fantasmas ou de fachada, cujos quadros societários são compostos por ‘laranjas'” e fazia “saques em espécie por interpostas [intermediárias] pessoas”.
A PF apontou que o dinheiro que alimentava essas contas estava relacionado à venda, por corretoras de valores, de títulos a diversos fundos de previdência estaduais e municipais. Segundo a PF, o esquema usava vendedoras de títulos, conhecidas como “pastinhas”, para cooptar prefeitos e gestores dos fundos de previdência a fim de adquirir papéis podres –sem valor de mercado, que a curto e médio prazos gerariam prejuízos aos fundos.
Em troca da aquisição, a quadrilha remunerava os agentes públicos com dinheiro e presentes. A PF estimou um desvio de R$ 50 milhões.
O nome de Maranhão surgiu na investigação a partir da interceptação de telefonemas de Fayed. Em um dos diálogos, o parlamentar aparece como alguém que apresentaria o doleiro a agentes públicos que poderiam fazer negócios de interesse do grupo. Em gravação, o doleiro diz que ele e Maranhão poderiam “fazer um negócio bom”.
Em maio passado, a revista “Veja” afirmou que um delator teria dito que Maranhão recebeu R$ 60 mil por ter intermediado uma compra de títulos do fundo previdenciário de Santa Luzia (MA).
OUTRO LADO
O advogado de Waldir Maranhão no inquérito que tramita no STF, Michel Saliba, afirmou que a quebra de sigilo bancário de seu cliente é “absolutamente normal dentro de um procedimento investigatório” e que o parlamentar está à disposição para prestar esclarecimentos.
“O deputado está absolutamente tranquilo sobre a investigação. Quanto mais se investigar, mais se concluirá pela absolvição do deputado”, disse. Ele afirmou que Maranhão nega ter recebido “vantagens indevidas” do grupo do doleiro Fayed Traboulsi.
O advogado de Fayed, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que seu cliente ainda não foi ouvido no inquérito. Ele reconheceu que Fayed conhece Maranhão, mas negou que seu cliente tenha se valido do parlamentar para fazer negócios com fundos de previdência municipais.
“Ele [Fayed] conhece o deputado de uma época em que ele não tinha nenhuma expressão política”, disse. (Folha.com)

Policia prende quatro integrantes de quadrilha de assaltantes em Grajaú.


O terror dos moradores e passageiros que trafegam pela MA-006 sentido à cidade de Arame, chega ao começo do fim. A quadrilha de assaltantes formada por índios na região de Bela Estrela, habitantes da aldeia conhecida como Formosa, foram presos na manhã desta sexta-feira (01) de julho na aldeia. Pelo menos 25 policiais da civil, em uma operação designada pela regional de Barra do Corda, fizeram a ação acontecer.


Cerca de 06 viaturas e 25 homens da região de Grajaú e Barra do Corda, participaram da operação sob o comando dos delegados Renilton, Cairo Cley e o delegado de Arame. O objetivo foi pegar de surpresa depois de uma investigação os acusados de agirem com violência e truculência, durante assaltos realizados na MA.

A aldeia que fica há cerca de 77 km de Bela Estrela, foi invadida pela policia nas primeiras horas da manhã de sexta-feira e, quatro dos homens acusados de assaltos foram presos, um conseguiu fugir na mata. Mas foram presos os integrantes; André Gomes Guajajara vulgo “Veim”, Raimundo Soares Guajajara, Dorivan Guajajara vulgo “Tatu” e José Dinei Guajajara vulgo “Nunum”. O que intrigou a policia, foi a paciência e tática com que eles tinham de sair da aldeia Formosa há 77 km da margem da MA-006, só para praticar os assaltos. Mas a policia descobriu que eles vinham de moto e ficavam na região de Bela Estrela, com um acampamento no matagal, praticando por vários dias os assaltos e logo depois voltavam à aldeia.

Com eles ainda foram presas cinco armas usadas nos assaltos, duas espingarda bate-bucha pro-fora, uma cano serrada outra de cartucho e uma de dois canos calibre 12. As vitimas que compareceram à delegacia reconheceram os acusados e as armas dos assaltos. Ainda foram presas duas motos, uma Twister e uma Pop ambas eram usadas na fuga após o assalto.

No começo do mês de junho, um homem foi brutalmente humilhado e espancado pelos acusados, após reagir ao assalto na região de Bela Estrela. Foi desse ato que a policia que já vinha investigando o caso, resolveu montar a operação que acabou na prisão dos mesmos. A policia comunica que outras pessoas que tenham sido vitimas dos acusados, que possam comparecer à delegacia para reconhecimento.

Após fumar maconha em rede nacional, Glória Maria se diverte com memes, mas critica reação: “Careta”



Depois de fumar maconha em rede nacional no “Globo Repórter”, exibido na sexta (01), Glória Maria se pronunciou a respeito da repercussão da reportagem nas redes sociais neste sábado (02).


“Estou achando o máximo, adorando. Que venham mais memes. Que as pessoas estimulem a criatividade. Quanto mais a gente fala, mais desmistifica. Achei a reação das pessoas careta. Pensei que fossem se surpreender com a beleza da Jamaica. Não pensei que fosse virar uma coisa tão grande”, disse em entrevista.


A jornalista acompanhava um ritual, quando de repente o líder lhe ofereceu um jarro para fumar maconha. Glória aceitou o trago e, em narração, explicou: “Recusar nem pensar. Seria um desrespeito à tradição”.



Condenado por assalto a avião dos Correios em Santarém-PA é preso em Imperatriz


Foi preso nessa sexta-feira, 1º, em Imperatriz, o homem identificado por Hélio Costa de Oliveira, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo juízo da Comarca de Santarém, estado do Pará.

O mandado de prisão foi cumprido por policiais civis da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

Hélio Costa de Oliveira foi condenado a 25 anos de reclusão, haja vista que no ano de 2000 sua quadrilha assaltou, na cidade de Santarém, um avião que transportava malotes com valores arrecadados dos Correios da região. Na ocasião, houve troca de tiros e um dos vigilantes acabou morrendo.

Hélio Costa de Oliveira foi levado para São Luís, de onde será transferido para Santarém, onde cumprirá a pena, inicialmente em regime fechado.

LIDIANE LEITE PASSA A CUMPRIR PENA EM REGIME DOMICILIAR



A ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, começou a cumprir o chamado regime semiaberto  nesta sexta-feira (1º). Este regime prevê o recolhimento domiciliar durante a noite, a partir das 20h até as 6h, de acordo com o artigo 319 do Código de Processo Penal.

A decisão de substituir o uso da tornozeleira por medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno foi tomada pelo juiz da 2ª Vara Federal, José Magno Linhares Moraes. A ex-prefeita foi solta no dia 9 de outubro de 2015, após ter obtido a revogação da prisão na Justiça Federal. Na época ela foi solta pela Justiça sob a condição de uso de tornozeleira eletrônica.
 Na determinação do juiz federal Magno Linhares, Lidiane é obrigada a comparecer mensalmente em juízo na Comarca de Bom Jardim para justificar suas atividades.  Além disso, Lidiane está proibida de se deslocar até a Prefeitura e de se ausentar da cidade sem autorização judicial.

Acusada de desviar verbas da educação no município, Lidiane Leite ficou conhecida como "Prefeita Ostentação" depois de postar fotos ostentando luxo na internet e ficar foragida por 39 dias da Polícia Federal (PF).

Ela se entregou no dia 28 de outubro, na sede da Polícia Federal, após ter a prisão decretada pela PF por suspeita de irregularidades encontradas em contratos firmados com "empresas-fantasmas". Após 11 dias encarcerada em cela especial no Quartel do Corpo de Bombeiros da capital maranhense, devido a grande repercussão do caso.

Volta à internet
 
A ex-prefeita voltou a aparecer nas redes sociais em janeiro deste ano. Nas postagens, ela aparece mais discreta, ao lado de parentes e amigos. Em uma das fotos, ela aproveita para fazer a propaganda de uma marca de calçados.