sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Maconha pode aliviar vício em heroína, aponta estudo



Estados Unidos - Os canabinoides, substância presentes na maconha, se usados de modo medicinal poderiam reduzir a fissura e aliviar os sintomas de abstinência em usuários de heroína. É a sugestão que a neurocientista Yasmin Hurd, da Escola de Medicina de Mount Sinai, de Nova York, faz em artigo publicado nesta quinta-feira, na revista Trends Neuroscience.
Especialista no modo de ação de canabinoides e opioides (substância da heroína) no cérebro, ela propõe a abordagem com base em resultados de um estudo piloto feito com seres humanos e alguns feitos com animais. O trabalho foi motivado pela recente epidemia de vício na substância que foi constatada nos Estados Unidos.
A pesquisadora cita dados das autoridades de saúde americanas, que apontam que cerca de 2,5 milhões de pessoas no país foram diagnosticadas com a chamada desordem por uso de opioide (OUD, na sigla em inglês) e que 80 morrem por dia por overdose da droga.
Tanto os canabinoides quanto os opiodes regulam a percepção de dor das pessoas, mas atuam sobre receptores diferentes do cérebro.
Enquanto os primeiros têm ação mais comprovada sobre dores crônicas, os segundos aliviam dores mais agudas, por isso são usados em cirurgias no formato de morfina. Estes, porém, são mais perigosos, pelo potencial de causar overdose.
Seus receptores, explica Yasmin, são mais abundantes em uma área que regula a respiração, podendo paralisá-la se a dose for alta. "Já os canabinoides não fazem isso. Eles têm uma margem maior de benefícios terapêuticos sem causar uma overdose", explica em comunicado à imprensa.
Em estudos em animais, aponta a pesquisadora, um canabinoide específico, o canabidiol, reduziu a fissura por mais de uma semana de abstinência e pareceu ser capaz de restaurar alguns danos neurobiológicos causados pelos opioides.
"A vantagem da maconha não é tanto porque elimina a dor dos sentidos, mas porque 'desacopla' a sensação do sofrimento, provavelmente por induzir uma 'descorrelação' de disparos neuronais", disse o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro, coordenador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e defensor do uso medicinal da maconha no Brasil, que comentou o artigo a pedido da reportagem.
Questionado se isso poderia ter efeito também para usuários de crack, como vem defendendo a secretária de Desenvolvimento Social de São Paulo, Soninha Francine, para os usuários da capital, Ribeiro opinou que sim. "Quando a pessoa está na nóia da pedra, é a maconha que segura a onda, e pode permitir uma substituição total da droga", disse.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

IMPERATRIZ: DUPLA QUE VINHA DE GOIÂNIA COM DESTINO A SÃO LUÍS É PRESA COM ARMAS E DROGAS


Dois rapazes que vinham de Goiânia foram presos na rodoviária de Imperatriz transportando drogas para São Luis. 
Silvério Ramos da Silva, 23 anos, e Gabriel Moraes Campos, 19 anos, além das drogas também portavam duas armas de fogo, um revolver calibre 38 e um 32 ambos municiados.
A prisão da dupla foi feita pela ROTAM, com apoio do Serviço de Inteligência do 14° Batalhão da Policia Militar, os dois rapazes estavam indo com destino a São Luis, para não deixar suspeita eles transportavam a droga em uma sacola de bebê.
A droga apreendida foram 3 kg de maconha prensada, divididas em quatro barras, além de quatrocentas gramas de crack, os dois rapazes foram apresentados no Plantão Central da Delegacia Regional de Segurança. Em outra revista foram encontrados outra pedra de crack dentro da cueca, e a quantia de r$ 1.000,00 escondida na gola da camisa  de Silvério.
Os dois presos foram autuados em flagrante pelo Delegado Jackson pelos crimes de trafico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Casa para acolher LGBTs discriminados pela família é inaugurada em SP

 

Instituição foi criada a partir de financiamento coletivo e será mantida por voluntários.

A Casa 1 foi inaugurada na Bela Vista, centro de São Paulo, graças a iniciativa do jornalista e militante LGBT Iran Giusti, de 27 anos.
Ele teve a ideia de criar o espaço depois que conheceu Otávio Salles, de 23 anos, em Belo Horizonte (MG). Otávio teve todas as roupas cortadas pelo irmão e levou um soco do tio. “Ele disse: Boiola merece morrer. Falou que se me pegasse iria me matar de porrada. Esconderam os meus documentos para evitar que eu fosse até a delegacia, mas consegui achar a minha certidão de nascimento e fui denunciar. Tive que ensinar para o policial como se escrevia homofobia. Ele não sabia como se escrevia a palavra”, contou.

Foi quando conheceu Iran, que o chamou para morar no apartamento dele, na capital paulista. Ao ouvir o relato de Otávio, Iran resolveu abrir as portas da propria casa. “Fiz um post no Facebook que foi compartilhado por duas mil pessoas. Recebi em poucos dias quase 50 solicitações de abrigo. Mas a minha casa era um quarto e uma sala. Pensei que precisava fazer algo maior”, afirma Iran.


Assim nasceu a Casa 1, república de acolhimento e centro cultural. O nome, segundo Iran, é para dar ideia de começo. Já a reforma do sobrado foi possível graças a um financiamento coletivo, em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil, oferecendo aos 1.048 colaboradores recompensas como a inscrição do nome dos participantes na parede externa da Casa e 32 opções de palestras, workshops e cursos.
Quase toda a mobília e eletrodomésticos foram doados por voluntários. Já o café da manhã, almoço e o jantar, além das contas, não estavam inclusos no projeto de financiamento e são pagos do próprio bolso de Giusti. O próximo passo é conseguir patrocínios para bancar os gastos.


Para ser morador da Casa 1, é preciso ter mais de 18 anos e ter sido expulso de casa por ser LGBT, ou estar em situações extremas de violência psicológica. Não há custo ou diária. Com 32 voluntários e uma fila de 400 pessoas interessadas em contribuir, o espaço oferece apoio psicológico e médico.
Segundo Iran, o lugar será mantido por atividades culturais que serão oferecidas no salão da Casa.