quinta-feira, 30 de março de 2017

Comerciantes do Parque Vitória indignados com o prefeito de Ribamar


 

Moradores, comerciantes e líderes comunitários da região do Parque Vitória, bairro localizado no município de São José de Ribamar, estão indignados com a gestão do prefeito Luis Fernando Silva (PSDB).


Nesta quarta-feira (29) pela manhã, homens da prefeitura ribamarense, utilizando maquinário pesado, derrubaram vários comércios (lanchonetes, borracharias, mini supermercados, dentre outros) localizados na entrada do bairro e nas imediações da Avenida Nossa Senhora da Vitória.


Moradores e comerciantes denunciaram que os fiscais do município se recusaram a repassar maiores informações sobre os motivos da operação, limitando-se apenas a afirmar que tratava-se de uma ação determinada pelo Ministério Público.


Nas redes sociais e grupos de whatsapp da cidade foram várias as manifestações contra a operação determinada pelo prefeito tucano, que ocorreu de forma truculenta e sem aviso prévio.


No grupo de whatsapp chamado União de Líderes, formado por lideranças comunitárias do Parque Vitória e bairros vizinhos, como Alto do Turu, Espaço Sideral, e Jardim Turu, por exemplo, moradores e comerciantes criticaram Luis Fernando afirmando que ele na campanha do ano passado, durante os seminários Planeja, garantiu que iria gerar mais emprego em São José de Ribamar.


“No Planeja do Parque Vitória o prefeito de São José de Ribamar falou que ia ter emprego mas ele tá tirando emprego dos trabalhadores”, disse um morador e líder comunitário


Uma senhora que teve a lanchonete destruída, segundo denúncias, chegou a obter um empréstimo no Banco do Nordeste para comprar novos equipamentos, melhorar seu negócio e aumentar sua renda.


“Agora quem vai pagar a dívida dela?”, questionaram os participantes do grupo durante o diálogo.

Usar Facebook para criticar o trabalho gera demissão por justa causa.



Em Natal (RN), uma auxiliar de enfermagem foi demitida por justa causa acusada de ter publicado no Facebook fotos com legendas contendo críticas ao hospital em que trabalhava.

A decisão foi unânime e não cabe mais recurso.

A demissão por justa causa foi em novembro de 2015, e o caso foi analisado em dezembro passado pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN), da 21ª Região --a divulgação só aconteceu neste mês.
Em uma das fotos, a auxiliar de enfermagem, que trabalhava na farmácia do hospital, mostra as caixas de remédios que deviam ser guardadas ao final do expediente. "Olha ai...Quem vai responder pelo crime de hj... Toma que o filho é teu", afirmava a legenda, de acordo com os autos do processo.

Outra imagem do ambiente de trabalho, não autorizada, continha na legenda a expressão "peia" (gíria usada no Nordeste para se referir a surra ou ao órgão sexual masculino).

O caso havia sido julgado pela 8ª Vara do Trabalho de Natal, em setembro de 2016, e a demissão por justa causa havia sido revertida. A sentença expedida alegava não haver provas suficientes, nas legendas escritas pela ex-funcionária, que "denegrissem a imagem da empresa de modo alarmante e grave" para justificar a demissão dela por justa causa.

O hospital recorreu ao TRT, em outubro de 2016, e conseguiu reverter a decisão. A Justiça acatou a justificativa do hospital, de que a ex-funcionária lesou a honra e a boa imagem da empresa. O relator do processo no TRT/RN, desembargador Ronaldo Medeiros de Sousa, considerou que a postura da auxiliar de enfermagem não foi condizente "com a de uma profissional à altura das suas responsabilidades".

A divulgação das fotos e comentários em uma rede social, não privada, de alcance mundial e repercussão altíssima, contando, inclusive, com a interação comprovada de outros empregados da reclamada, é inadmissível do ponto de vista ético e profissional.

O voto do relator, favorável à demissão por justa causa, foi acompanhado por unanimidade pelos desembargadores da Segunda Turma.

Tem sido cada vez mais comum a Justiça usar postagens nas redes sociais como provas, segundo o advogado Gustavo Pontinelle, especialista em direito do trabalho. "O fato de as postagens serem utilizadas e acolhidas como meio de prova é uma tendência crescente nos tribunais. A rede social não tem sua abrangência limitada apenas ao mundo virtual; ao contrário, ela influencia diretamente na vida real."

Segundo Pontinelle, os trabalhadores devem ser cautelosos em suas publicações nas redes.

Do UOL, em Maceió (AL)

Em Natal (RN), uma auxiliar de enfermagem foi demitida por justa causa acusada de ter publicado no Facebook fotos com legendas contendo críticas ao hospital em que trabalhava. A decisão foi unânime e não cabe mais recurso. A... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2017/03/29/usar-facebook-para-criticar-o-trabalho-gera-demissao-por-justa-causa-no-rn.htm?cmpid=fb-uol&cmpid=copiaecola