Nova Zelândia nomeia mulher indígena como ministra pela 1ª vez

            Nanaia Mahuta será a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia EPA/BEN MCKAY

Jacinda Ardern apresentou um dos governos mais diversos do planeta, onde há espaço para homens, mulheres, gays, indígenas, cientistas e até adversários políticos.

Depois de ter merecido um enorme voto de confiança do eleitorado, a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, aproveitou a formação do novo Governo para reforçar as suas credenciais como uma das líderes mundiais mais progressistas do planeta. O Executivo tem pela primeira vez uma mulher indígena como ministra dos Negócios Estrangeiros, três ministros homossexuais e outras minorias. “Reflectem a Nova Zelândia que os elegeu”, afirma Ardern.

Mahuta, que sucede a Winston Peters, que também é maori, disse sentir-se “privilegiada” pela nomeação. A sua escolha é vista como um facto histórico.

Mensagem de diversidade

A nomeação de Mahuta é apenas um dos traços de um Governo construído para enviar uma mensagem de diversidade, condizente com aquela que tem sido o governo de Ardern, desde que chegou a primeira-ministra em 2017.

A sua carreira tem sido medida pela quebra de tabus na política neozelandesa e mundial. Aos 37 anos, foi a mulher mais jovem a chegar à chefia de um governo e apenas a segunda a dar à luz enquanto estava no cargo.

Ardern também nomeou como primeiro-ministro-adjunto, Grant Robertson, que é um dos três homossexuais assumidos no Executivo. “Este é um Governo baseado no mérito mas também é incrivelmente diversificado e estou orgulhosa disso”, afirmou Ardern quando anunciou a composição do Executivo. 

Com informações do Nation e do Publico Portugal

 

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