São Paulo: Dobra o número de candidatas negras ao cargo de vereadora

O número de mulheres negras candidatas ao cargo de vereadora em São Paulo quase dobrou neste ano. No atual pleito, que ocorrerá no próximo dia 15, 250 candidatas negras, da esquerda à direita, disputam uma vaga na Câmara Municipal. Em 2016, foram 132.

Enfrentando várias dificuldades, elas buscam superar a falta histórica de representatividade: só duas mulheres negras foram eleitas até hoje na Câmara. Teodosina Rosário Ribeiro, em 1968, e Claudete Alves da Silva Souza, em 2003.

“A nossa presença é totalmente inviabilizada e isso tem uma lógica [de perpetuação do racismo estrutural]. É como se o nosso corpo só existisse para trabalho reprodutivo, para trabalho braçal”, diz a advogada Tamires Sampaio, 26 anos, que está em sua primeira candidatura pelo PT.

A corretora de imóveis Solange Pedro (PSL), candidata à Câmara pela segunda vez, diz que para o negro os obstáculos são maiores na eleição. “Eu acho que as coisas, para nós são muito mais difíceis”, diz. Para ela, é importante que as mulheres negras estejam representadas na política. “Elas vão defender ainda mais nossos direitos como mulher, como negra. Somos capazes de criar projetos e tantas outras coisas”, afirma.

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