IBGE: Mulheres estudam mais, mas são minoria entre professores universitários

Os dados do estudo "Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgado pelo IBGE aponta a distinção entre homens e mulheres em relação à educação. Na população com 25 anos ou mais, 15,1% dos homens e 19,4% das mulheres tinham nível superior completo em 2019. Entre os mais jovens, no recorte de 25 a 34 anos, essa diferença chega a 6,8 pontos percentuais: 25,1% das mulheres haviam completado o nível superior, contra 18,3% dos homens.

O estudo mostra, por meio de dados do Censo da Educação Superior 2019, que há diferença entre homens e mulheres nas áreas de conhecimento. Apenas 13,3% das matrículas presenciais de graduação na área de Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação eram de mulheres, enquanto na área de Bem-Estar, que inclui cursos como Serviço Social, a participação feminina nas matrículas foi de 88,3%. As mulheres também são maioria em cursos como Direito (55,2%) e Medicina (59,7%).

“As mulheres têm acesso maior do que os homens no ensino superior no Brasil e a participação delas é desigual em relação às áreas do conhecimento. Elas são mais presentes em áreas relacionadas ao cuidado e os homens são mais presentes nas áreas de ciências exatas”, diz o analista do IBGE Bruno Mandelli Perez.

Apesar da maior participação no ensino superior, as mulheres são minoria entre os professores universitários. Em 2019, as mulheres representavam 46,8% do corpo docente de instituições de ensino superior.

 “Em 2019, as mulheres ainda eram menos da metade dos docentes de nível superior. Mas, comparando com anos anteriores, houve uma evolução. As mulheres foram ampliando a sua participação, mas lentamente. De 2003 para cá, essa participação cresceu 3,6 pontos percentuais, o que é um aumento pequeno em quase duas décadas ”, afirma Bruno.

 

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